05 de agosto de 2020
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Camisa da seleção para a Copa contraria estatuto e não pode ser usada

Lançado no último dia 24 de novembro com festa no Rio de Janeiro, o novo uniforme da seleção brasileira desrespeita o estatuto da CBF.

A retirada da palavra Brasil logo abaixo do tradicional símbolo desobedece o documento que regula o funcionamento da entidade.

Na teoria, o modelo atual da camisa não poderia ser usado pelos jogadores no dia marcado para a sua estreia: em março, contra a África do Sul, em Johannesburgo.

A inscrição constava no uniforme da seleção desde a Copa de 1982. O modelo com a gola em Y foi desenhado pela multinacional de material esportivo para ser usado pela seleção na Copa do Mundo de 2014.

A exclusão do nome do país não é permitida, segundo o capítulo três do estatuto, que trata dos símbolos e insígnias da entidade.

O inciso segundo do artigo oito define os parâmetros do famoso símbolo da CBF e afirma que a palavra "Brasil" tem que figurar na parte inferior em cor verde e na parte superior o número de estrelas representativa de conquistas de Campeonatos Mundiais.

ASSEMBLEIA

Segundo a CBF, a retirada do nome do país do uniforme foi decidido preliminarmente pela diretoria da entidade até que os integrantes da assembleia-geral se reúnam no Rio, em abril, para votar a mudança do estatuto.

Apesar do argumento da entidade, uma modificação do documento só pode ser pedido pela presidência da entidade, de acordo com o artigo 40.

Até o momento não há nenhuma reunião agendada para antes do dia do jogo em Johannesburgo.

A Nike, por sua vez, informou que a mudança no novo uniforme da seleção brasileira foi aprovada pela CBF.

Folhapress