27 de novembro de 2020
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Clima de guerra marca Maratona de Nova York

Agência Folha de São Paulo

Após ter sido cancelada em 2012 por causa da supertempestade Sandy, a Maratona de Nova York coroou ontem o queniano Geoffrey Mutai com o bicampeonato. A prova ocorreu sob um esquema de segurança reforçado para coibir atentado terrorista.

As mortes que resultaram da explosão de uma bomba na Maratona de Boston, em abril, fizeram com que as autoridades de Nova York adquirissem câmeras móveis de vigilância e convocassem mais policiais para trabalhar.

Foto: Divulgação

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Bolsas e sacolas de atletas e espectadores foram examinadas, criando longas filas, e policiais e voluntários repetiam a todo instante a orientação para que desligassem os seus aparelhos celulares.

"A segurança estava cem por cento mais severa do que em outras corridas", comparou Chris Patterson, de Rochester, Nova York, que participaria da edição do ano passado e que correu na Maratona de Boston, em abril.

Patterson assistiu a Maratona de Nova York, ontem.

"As metralhadoras estavam muito visíveis", disse Elizabeth Hutchinson, de Seattle. "O clima foi tão diferente [das edições anteriores], que me deixou um pouco triste."

Outra espectadora, Ginny Smith, que há anos assiste in loco a corrida, esperou três horas para a polícia liberar o acesso ao local da maratona.

"Foi difícil, horrível. É para você achar que havia uma guerra ocorrendo na cidade."

Mutai terminou a prova com o tempo de 2h08min24s. Entre as mulheres, outra queniana, Priscah Jeptoo, foi a vencedora, ao completar o percurso em 2h25min07s.