21 de janeiro de 2021
Campo Grande 28º 21º

LUTO

Maradona morreu no mesmo dia que seu amigo Fidel Castro

Ídolo argentino e líder da Revolução Cubana faleceram no dia 25 de novembro

Diego Maradona e Fidel Castro foram grandes amigos. Por coincidência do destino, os dois morreram no mesmo dia: 25 de novembro. O ídolo argentino morreu nesta quarta-feira (25), aos 60 anos, depois de uma parada cardíaca. O líder da Revolução Cubana morreu na mesma data, há exatos quatro anos, aos 90. À época, um Maradona muito emocionado disse que Fidel havia sido como um pai para ele: “o único comandante”.

Maradona foi a Cuba pela primeira vez um ano após ganhar a Copa do Mundo de 1986. Fidel, que era fã de beisebol, confessou que tinha sido jogador de futebol na juventude. Ao longo dos anos, tornaram-se amigos próximos, uma devoção que estava marcada por uma tatuagem de Fidel na perna esquerda do craque. Fidel retribuía a admiração chamando a Maradona de “El Che do esporte”.

Em 2000, quando Maradona já havia deixado os gramados e precisou da ajuda de Fidel para se reabilitar do vício das drogas, o então presidente cubano colocou uma clínica inteira à sua disposição. A família e os amigos de Maradona dizem que os dias em Cuba com Fidel foram definitivos para o craque, que se recuperou do vício. “Isto de estar vivo”, escreveu Maradona em sua autobiografia, “tenho de agradecer ao Barbudo (Deus) e… ao Barbudo (Fidel).”

Fidel e Maradona compartilharam suas afinidades revolucionárias e se encontraram várias vezes, algumas delas com a companhia de outros presidentes de esquerda sul-americanos, como Evo Morales, da Bolívia, ou Hugo Chávez, da Venezuela.

Maradona morreu enquanto se recuperava em casa após receber alta hospitalar no último dia 11. Ele foi internado às pressas no início do mês e passou por cirurgia para a retirada de um hematoma subdural na cabeça.