25 de setembro de 2020
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CASO SAMÚDIO

"Não sou bandido. Durmo com a minha consciência tranquila", diz goleiro Bruno

Ele também disse não reconhecer o filho com Eliza Samudio

O goleiro Bruno Fernandes vai receber o benefício do uso da tornozeleira eletrônica pedido feito pelo Ministério Público do estado do Acre. Bruno compõe o elenco do Rio Branco do AC, que disputa a série D do Campeonato Brasileiro. Ele usará o aparelho devido ao cumprimento do regime semiaberto condenado pela morte de Eliza Samudio. A jovem desapareceu em 2010, quando o atleta estava no auge da carreira e atuava pelo Flamengo. Apesar de as investigações concluírem que Bruno mandou matar e ocultar o cadáver de Samúdio ele afirmou que a sentença não foi justa em entrevista ao programa "Conexão Repórter", do SBT de ontem, 2ª-feira (8.set). "Lógico que não (foi justa a condenação). Tem uma pancada de erro”, afirmou.  

O goleiro Bruno havia sido condenado há 20 anos e 9 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio. Em 2010, a moça foi sequestrada, torturada, assassinada e a principal linha de investigação do caso apontava para o seu esquartejamento.

O jogador disse ter a consciência tranquila quanto ao passado e também disse não ter o dever de pedir perdão a ninguém, após ser condenado pela morte de Eliza Samudio, mãe de um dos seus filhos. O atleta disse que "dorme com a consciência tranquila".

— Não (devo pedir perdão para ninguém). Todas as pessoas que pedi perdão já me perdoaram. Durmo com a minha consciência tranquila. Lógico que não (foi justa a condenação). Tem uma pancada de erro. Não sou bandido. As pessoas falam o que elas querem. O bandido vive do crime, o criminoso é a pessoa que comete um crime — disse o arqueiro, que não quis falar sobre erros que cometeu:

— Não vou tocar nesse assunto aqui. É uma situação que está nos autos e quem pode responder é a minha advogada.

Perguntado se era mandante do assassinato de Eliza Samudio, o goleiro Bruno negou:

— Eu não sou o mandante. Para prisão não volto, nunca mais. Não sou anjo, mas também não fui esse demônio — afirmou na entrevista.

Um dos motivos para a morte da ex-amante era o filho que o jogador teve com a modelo. No entanto, Bruno Fernandes nunca reconheceu Bruninho, hoje com 10 anos, como um dos seus herdeiros - ele ainda tem três filhas, duas do primeiro casamento e uma do segundo. O goleiro afirmou que só vai reconhecer a criança depois que um exame de DNA comprovar o vínculo.

— Ele não pode falar que é meu filho se não tiver exame de DNA. Se não tem um exame, existe a dúvida. Já pedi na Justiça. Se for realmente meu filho, eu falaria sim (com o menino — disse o jogador.