19 de junho de 2021
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ARTIGO

A Lei Lucas

Lei foi criada após uma criança, Lucas Begalli, de apenas 10 anos, morrer engasgado durante uma excursão com a escola e ninguém no local tinha noções de primeiros socorros para poder socorrer ele

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A Lei Lucas foi criada após uma criança, Lucas Begalli, de apenas 10 anos, morrer engasgado durante uma excursão com a escola e ninguém no local tinha noções de primeiros socorros para poder socorrer ele. Então, sua mãe, Alessandra Zamora, começou a levar esse assunto em discussão para que as vidas de outras crianças fossem salvas. Ela lutou pela criação de uma lei que exigisse a capacitação de professores para lidar com esse tipo de situação.
 
Então, em abril de 2018, entrou em vigor a Lei Nº 13.722, chamada de Lei Lucas, que estabeleceu que todas as escolas e estabelecimentos de recreação infantil tenham profissionais capacitados com noções de primeiros socorros. A lei afirma a obrigatoriedade da:
 
“capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil”.

A IMPORTÂNCIA DA LEI LUCAS

Raphael Garcia, CEO da OCUPPE - Prevenção e Proteção ao Trabalho, explica que o objetivo da Lei é aumentar a segurança de crianças e adolescentes dentro do espaço escolar ou recreativo. Para isso, devem ser oferecidos conhecimentos necessários para que os profissionais possam lidar com situações emergenciais.
 
Além disso, Raphael Garcia lembra que apesar de o menino Lucas ter se engasgado, a Lei diz respeito a primeiros socorros de forma ampla, englobando quedas, fraturas e convulsões, por exemplo.

TREINAMENTO PARA PRIMEIROS SOCORROS

Raphael Garcia alerta que o treinamento para primeiros socorros é fundamental para todas as escolas e precisa ser reciclado anualmente. Mas, ainda, é preciso contar com uma empresa séria, que forneça corretamente esses treinamentos.
 
Também, David Russo de Oliveira, Técnico em Emergências Médicas, lembra que os primeiros socorros são muito importantes. Entre os motivos podemos destacar:

  • Evitar que o quadro da vítima piore;
  • Evitar que ela sinta dor;
  • Manter os sinais vitais dessa pessoa, até que chegue o socorro especializado.

É preciso lembrar que neste momento não temos nada em mãos. Ou seja, os primeiros socorros são feitos com poucos recursos. “Por exemplo, ao lidar com uma fratura, temos que imobilizar essa fratura para que a pessoa não sinta dor, ou sinta a menor dor possível. Além disso, esse simples gesto pode fazer com que a lesão não piore. Já no caso de uma hemorragia, é preciso conter essa saída de sangue”, afirma David Russo de Oliveira. 
 
É necessário estar preparado para lidar com essas situações em qualquer momento. Por isso, é dever do estado ou de donos de escola, no caso dos particulares, oferecer esse treinamento para que professores e funcionários estejam capacitados para salvar a vida das crianças em casos de acidentes.
 
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