25 de novembro de 2020
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CAMPO GRANDE

Acadêmicos da FCG-FACSUL denunciam aulas 'precárias' e pedem redução na mensalidade

Criaram petição para buscar solução e alegam precariedade em aulas em faculdade na Capital

Alunos da Faculdade Campo Grande (FCG-FACSUL) do curso presencial de Direito, pedem melhoras na qualidade de ensino à distância e querem esclarecimentos detalhados acerca do Plano Pedagógico para a continuidade do semestre em curso, que sofre mudanças devido a pandemia e estado de calamidade pública na Capital, provocado pelo coronavírus.  Os acadêmicos apontam que as aulas estão sendo oferecidas de maneira "precária", apenas para a faculdade cumprir "tabela" do Ministério da Educação (MEC). Conforme os alunos, os conteúdos não são explicados e o semestre anterior, foi "enfiado de goela abaixo" relatou uma das líderes do movimento acdêmico, que já desenvolveu uma petição na qual recolhem assinatura e encaminham à órgãos competentes.  

Os acadêmicos se dizem perdidos quanto as políticas de continuidade de ensino adotadas pela instituição. Reclamam da qualidade de aulas oferecidas remotamente e se dizem prejudicados: financeiramente, sociologicamente e psicologicamente. A ação dos acadêmicos pede ainda, redução em 30% nas parcelas cobradas.

Foto: Montagem | MS Notícias 

De acordo com petição encaminhada, que conta com ao menos 60 assinaturas, a plataforma oferecida pela instituição é totalmente insatisfatória, o aplicativo ‘Zoom’ não atende as expectativas de uma aula com qualidade no método Ensino Acadêmico à Distância (EAD) pois inviabiliza uma participação de forma democrática e produtiva em sala de aula virtual, inexistindo segundo a petição, um Fórum e tutoria de dúvidas dos discentes no espaço adequado à este fim, ocasionando desatenção pedagógica também por tempo de aula desaproveitado. Além disso, a petição aponta problemas técnicos tais como:  ruídos e problemas de conexão diversos através de links ineficientes indexados na plataforma do site desta I.E.S.

Segundo os acadêmicos, a plataforma chegou a ficar fora do ar no horário das aulas online noturnas, por ao menos 3h, no dia 26 de maio.

Os alunos abriram para discussão da turma no 1º semestre, onde foram em busca de respostas e na unidade, não houve posicionamento. Tal situação já provocou, segundo os acadêmicos, evasão em mais de 50% da turma do 1º semestre do curso de Direito em 2020. Outro problema, segundo os alunos, é que alguns alunos não tem acesso a internet adequada para assistir aulas no aplicativo.  

Procurada pela reportagem a faculdade FCG-FACSUL disse, por meio de sua assessoria, que Não obteve retorno sobre o aplicativo utilizado, porém os docentes e respectivos coordenadores estão à disposição dos acadêmicos para dúvidas sobre os conteúdos passados. A assessorai afirmou ainda, que sobre o valor nas parcelas, a faculdade trata individualmente casos sobre negociação de mensalidade. A FCG ainda disse ter aderido ao Projeto elaborado pela SUA FACULDADE, chamado Projeto de Apoio ao Aluno, onde ao menos 50 outras faculdades brasileiras, viabilizam individualmente, descontos à alunos durante o período de pandemia. Há universidades instaldas em: AL, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MT, MS, PA, PB, PR, PE, PI, RN, SC, SP, SE e TO. VEJA AQUI. 

A assessoria da faculdade afirmou ainda que, quanto ao próximo semestre, a faculdade está aguardando o posicionamento dos órgãos competentes, como a Secretaria da Saúde, sobre procedimentos a serem tomados para o próximo semestre.

Quanto a queda de 3h na plataforma que interrompeu a aula no dia 26 de maio, a assessoria informou que não iria comentar.

A reportagem tentou contato com o Procon Municipal para saber se há alguma medida a ser tomada pelo órgão para auxiliar os alunos, que se sentem prejudicados, mas as ligações não foram atendidas.

Os alunos da FCG encaminharam a petição que recolhe assinatura, ao Ministro Presidente do STF - Supremo Tribunal Federal; ao Diretor Geral da FCG/FACSUL - Campo Grande/MS; ao Coordenador Pedagógico; ao Departamento Jurídico desta I.E.S; Diretor(a) do Site Parceiro Quero-Bolsa; Diretor(a) do Site Parceiro Educa Mais Brasil; Doutor Presidente da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, secção Mato Grosso do Sul; Diretor do Procon de Campo Grande/MS e ao Ministro da Educação, Abraham Weintraub.

VEJA AQUI A PETIÇÃO DOS ALUNOS