25 de fevereiro de 2021
Campo Grande

Lula

Após perder enterro de irmão, Lula decide não ir a São Bernardo

O petista comunicou seus advogados que não viajaria depois de saber que o irmão já havia sido enterrado

 

"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não ir a São Bernardo do Campo para se encontrar com familiares após o enterro de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá”. A afirmação é do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. O petista já comunicou seus advogados que não viajaria depois de saber que o irmão já havia sido enterrado.

 “O presidente Lula gostaria de participar do enterro e se despedir do seu querido irmão. É claro que ele também quer se encontrar com a família, mas para isso vai ter outra oportunidade”, disse Okamotto.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acolheu parcialmente o pedido da defesa de Lula e havia autorizado que o ex-presidente se deslocasse para uma unidade militar na região do ABC, em São Paulo, para se encontrar familiares.

STF autorizou saída de Lula após enterro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, autorizou nesta quarta-feira (30) a saída temporária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da prisão para visitar parentes em São Paulo.

 A decisão atende parcialmente o pedido para comparecer ao velório do irmão Genival Inácio da Silva, sepultado na tarde desta quarta-feira (30), em São Bernardo do Campo. A defesa recorreu ao Supremo depois de ter dois pedidos negados nesta terça-feira (29), em primeira e segunda instância.

Assim que recebeu a notícia, no entanto, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que não havia condições de esperar o ex-presidente. O cortejo já estava saindo da capela. Vavá foi sepultado por volta das 13h, em São Bernardo do Campo (SP).

Na decisão, Toffoli afirma que Lula tem “o direito de encontrar-se com familiares em local reservado e preestabelecido para prestar a devida solidariedade aos seus, mesmo após o sepultamento, já que não há objeção da lei”.

O ministro cita em sua decisão a manifestação da Polícia Federal que afirmou não haver tempo hábil para o deslocamento do ex-presidente e a ausência de policiais disponíveis para garantir a ordem pública. “As eventuais intercorrências apontadas no relatório policial, a meu ver, não devem obstar o cumprimento de um direito assegurado àqueles que estão submetidos a regime de cumprimento de pena”.