07 de maro de 2021
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Narguilé

Audiência Pública “Proibição do Uso do Narguilé em Locais Públicos” será realizada no dia 20 de març

Será realizada uma Audiência Pública, proposta pelo Vereador Delegado Wellington, sobre um projeto de Lei Municipal, que proíbe o consumo de narguilé em locais públicos, de Campo Grande. Essa espécie de cachimbo de água, com tabaco saborizado, é muito comum entre os jovens, sendo consumida sem nenhuma fiscalização.

A preocupação, é que o uso do narguilé em locais públicos incomode e seja insalubre aos não usuários, pois estudos afirmam que o narguilé cause mais danos à saúde do que o próprio cigarro, além de incentivar as pessoas que fazem uso desse produto a usarem algum tipo de droga ilicita.

“Faço esse convite a todos, pois essa audiência não só discutira os malefícios do uso em si, mas o uso em locais públicos abertos, ou fechados. Desde que chegou ao ocidente, o narguilé é visto, erroneamente, por muitos como uma forma inofensiva de consumo de tabaco, pois em tese, a água filtraria os componentes tóxicos. Essas substâncias tóxicas, têm efeitos prejudiciais à saúde, aumenta, comprovadamente, sem nenhuma dúvida científica, a incidência de infarto, problemas pulmonares, disfunção erétil e vários tipos de câncer. Além disso, ao compartilhar o “narguilé” com outros usuários, a pessoa se expõe a hepatite C, tuberculose, herpes e outras doenças da boca”, destacou o Vereador Delegado Wellington.

O narguilé é um cachimbo de água muito utilizado na cultura árabe, indiana e turca, preparado com um fumo especial, feito com tabaco, melaço e frutas ou aromatizantes. O fumo é queimado em um fornilho e sua fumaça, após atravessar um recipiente com água, é aspirada por uma mangueira até chegar a boca.

Por modismo, influência social ou por acreditarem serem inofensivos, jovens, são os maiores consumidores de narguilé, que em muitos casos, é a porta de entrada para a dependência e o consumo de outras formas de tabaco. Ao consumir o cachimbo, além de absorver substâncias tóxicas, a pessoa inala os produtos da combustão do carvão utilizado para queimar o fumo.

Alguns estudos, sugerem que a quantidade de nicotina inalada com o narguilé é o dobro da inalada pelo consumo do cigarro normal, causando uma dependência ainda maior, além disso, o cigarro é consumido em cinco ou dez minutos, enquanto o narguilé, geralmente utilizado socialmente na roda com os amigos, é fumando por até duas horas seguidas, intensificando a quantidade de nicotina, Por fim conclui-se, que fumar narguilé, por uma hora seguida, corresponde ao consumo de tabaco de 100 cigarros.

Projeto de Lei

O presente Projeto de Lei visa coibir o uso de “narguilé” em locais públicos abertos ou fechados, em razão do grande rol de doenças provenientes da fumaça. Os prejuízos à saúde envolvem tanto os fumantes de fato quanto os chamados passivos, aqueles que apenas inalam a fumaça que sai do “narguilé”.

Normalmente a queima do carvão é usada como fonte de calor nos “narguilés”, e a fumaça contém produtos tóxicos emitidos tanto pelo carvão quanto pelo produto de tabaco, incluindo os aromatizantes. Assim, a composição do carvão e a do tabaco pode influenciar o conteúdo tóxico da fumaça.

Estudos laboratoriais realizados durante a última década, com uso de modernos métodos analíticos e máquinas confiáveis de geração de fumaça e protocolos de amostragem, começaram a elucidar o conteúdo tóxico da fumaça do “narguilé”. Foram identificados diversos carcinógenos e substâncias tóxicas, tais como nitrosanimas específicas do tabaco, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP) (por exemplo, benzo[a]pireno e antraceno), aldeídos voláteis (por exemplo, formaldeído, acetaldeído e acroleína), benzeno, óxido nítrico e metais pesados (arsênico, cromo e chumbo). O carvão, por sua vez, contribui com altos níveis de monóxido de carbono (CO) e a geração do carcinógeno HAP2.

Alguns desses produtos químicos são classificados pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, do inglês International Agency for Research on Cancer) como carcinógenos humanos. Em 2014, foi relatado que as pessoas expostas à fumaça de “narguilé” têm risco de leucemia por causa da assimilação de benzeno.

Vale destacar que a Lei Estadual nº 4724/15, proíbe a venda e a comercialização do “narguilé”, e de todos os produtos para que o dispositivo funcione (essências, fumo, tabaco, carvão vegetal e as peças, vendidas separadamente, que compõem o aparelho) aos menores de dezoito anos de idade.

Ademais, a utilização do “narguilé” em locais públicos abertos ou fechados prejudica o direito do cidadão não fumante a ter uma qualidade de vida adequada.

Serviço - A Audiência Pública “Proibição do Uso do Narguilé em Locais Públicos” será realizada no dia 20 de março, às 14h, no Plenário Edroim Reverdito.

Compareça! Sua participação fortalece o processo democrático.

“COMPROMISSO EM PROTEGER O POVO E SERVIR A LEI”