02 de dezembro de 2020
Campo Grande 33º 23º

Cacique

Bombeiros prometem apurar porque cacique teve que socorrer mulher com sintomas de coronavírus em MS

Em vídeo divulgado nas redes sociais, cacique alegou falta de atendimento da Corporação e também do Samu.

A denúncia de falta de atendimento do Corpo de Bombeiro de Dourados à uma indígena que estaria infectada pelo coronavírus, feita na tarde de quarta-feira pelo cacique da Aldeia Jaguapiru,  Ezael Morales, será apurada pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul. A decisão foi anunciada em nota de esclarecimento divulgada nesta nesta quinta-feira (4).

“O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, em atenção a vídeo do Cacique da Aldeia Jaguapiru, em Dourados – MS, veiculado nas mídias sociais, bem como em matéria do Jornal on line Midiamax, vem a público informar que a Corporação já determinou a instauração de Sindicância para averiguação dos fatos referentes ao caso”, diz um trecho da nota.

“Ressaltamos que o Corpo de Bombeiros Militar de MS prima pelo atendimento das ocorrências e está diretamente empenhado em diversas ações de combate ao coronavírus em nosso Estado, seguindo todos os protocolos preconizados para os casos de COVID-19”, explicou o tenente-coronel Fernando de Almeida Carminati, chefe da Assessoria de Comunicações.

Carminati ressalta que “o Corpo de Bombeiros Militar de MS está sempre comprometido e pronto para atender a toda a população Sul-Mato-Grossense e reafirma o compromisso da nobre missão de salvar vidas”.

Entenda o caso

Uma indígena da Aldeia Jaguapiru, diagnosticada com o novo coronavírus, o Covid-19, teve que ser levada as pressas para o Hospital da Missão Caiua, em Dourados, pelo cacique Ezael Morales.

O Jornal Midiamax apurou que ele utilizou o veículo do Conselho Comunitário de Segurança Indígena, que nao é adequado para este tipo de finalidade.

Segundo Morales, a medida foi necessária porque o Corpo de Bombeiros e o Samu se recusaram a entrar na aldeia, alegando falta de equipamentos e também de preparo. Indignado, o cacique gravou um vídeo e postou nas redes sociais denunciando o descaso com a população no Estado.

O cacique fez desabafo pedindo a intermediação do procurador do MPF-MS ( Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul) em Dourados, Marco Antonio Delfino de Almeida em relação às dificuldades que estão sendo enfrentadas nas comunidades indígenas localizadas na cidade. “Não somos animais”, reclamou o cacique nas imagens.