10 de agosto de 2020
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COVID-19

Caminhoneiro faz churrasco pelo fim da quarentena e morre de covid-19 dias depois

Ele era diabético participou da festa, mas não sabia que havia infectados; antes de morrer fez publicação, arrependido na rede social

Um caminhoneiro norte-americano de 51 anos morreu de covid-19 um dia depois de postar nas redes sociais que se arrependia de ter ido a uma festa celebrando o fim da quarentena na Califórnia, nos Estados Unidos. As informações são do R7.

Conforme o site, Thomas Macias era diabético e, segundo a família confirmou à rede de TV norte-americana CBS, tomou todos os cuidados necessários ao longo da quarentena. Mas, conforme as restrições governamentais começaram a ser retiradas, ele decidiu comparecer a um churrasco de amigos. 

Alguns dias depois, Macias foi informado que um dos convidados da festa já estava com a covid-19 no dia do evento, mas, como estava assintomático, preferiu não perder o encontro. Dias depois, um teste confirmou que Macias estava com  o novo coronavírus. Ele decidiu postar em sua conta no Facebook um desabafo dizendo que se arrependia e havia "estragado tudo" ao sair de casa e recomendando que amigos e familiares levassem a doença a sério.

No texto, ele ainda dizia que "com a ajuda de Deus, ele conseguiria sobreviver" à covid-19. Mas, no dia seguinte, ele teve de ser levado ao hospital, onde foi internado e ligado a um respirador, ainda segundo a rede de TV. No mesmo dia, ele não resistiu à doença e morreu.

"Por causa da minha estupidez, eu coloquei a saúde da minha mãe, da minha irmã e de toda a minha família em jogo. [...] Isto [a covid-19] tem sido uma experiência muito dolorosa. Não é uma brincadeira. Se você tiver de sair de casa, use uma máscara e pratique o distanciamento social", comentou o norte-americano em sua publicação.

Ainda segundo o site, depois desta primeira reabertura, a Califórnia está entre os Estados norte-americanos que estão regredindo alguns estágios por conta do aumento de novos casos de covid-19.

Os Estados Unidos já registraram ao menos 2,6 milhões de casos de covid-19 e mais de 130 mil mortes.