26 de novembro de 2020
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DICA RÁPIDA - SAÚDE

Câncer de mama: médico fala sobre prevenção e rastreio da doença

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos, explica o mastologista

O Dr. João Paulo Mendes, médico mastologista e cirurgião de mama, explica rapidamente quais passos seguir para rastrear e previnir o câncer de mama. Veja abaixo:  

Segundo o doutor, a prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores.

Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em sua maioria, modificáveis; porém fatores como excesso de peso corporal, inatividade física, consumo de álcool e terapia de reposição hormonal, são, em princípio, passíveis de mudança.

  • Algumas das principais medidas são:
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Não fumar;
  • Ter o peso corporal adequado;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas;
  • Evitar o uso de hormônios sintéticos em altas doses;
  • Amamentar.
  • Para detectar o câncer de mama precocemente é importante conhecer o próprio corpo e buscar um médico quando notar alguma alteração.
  • Bem como, realizar mamografia periodicamente.

Além de dar dicas em sua página, o médico também disponibiliza dados atualizados de órgãos confiáveis de Saúde. "O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 66.280 novos casos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres", esse é um dos dados disponibilizados em sua página no Facebook.  

"No mundo, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres. Em 2018, ocorreram 2,1 milhões de casos novos, o equivalente a 11,6% de todos os cânceres estimados. Esse valor corresponde a um risco estimado de 55,2/100 mil", aponta.  

"Independentemente da condição socioeconômica do país, a incidência desse câncer se coloca entre as primeiras posições das neoplasias malignas femininas. Por outro lado, observou-se um declínio na tendência das taxas de incidência em alguns países desenvolvidos, parte atribuída à diminuição do tratamento da reposição hormonal em mulheres pós menopausa", reforça.  

E finaliza com um panorama local. "No Brasil, ocorreram, em 2017, 16.724 óbitos por câncer de mama feminina, o equivalente a um risco de 16,16 por 100 mil. Não existe somente um fator de risco para câncer de mama, no entanto a idade acima dos 50 anos é considerado o mais importante", explica.  

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