19 de abril de 2021
Campo Grande 31º 20º

Alimentos

Cesta básica registra alta em 2016 e tomate é maior vilão e fica 15% mais caro

O custo da Cesta Básica Alimentar registrou em janeiro de 2016 um acréscimo de 2,83% em relação ao mês de dezembro de 2015. De R$ 364,72, saltou para R$ 375,04 em 30 dias. Com as altas acumuladas, o custo dos produtos somados subiu 15,36 pontos percentuais nos últimos 12 meses e 5,94% no semestre.

Os dados de custo médio da Cesta Básica Alimentar Individual e Familiar foram divulgados nesta quinta-feira (4) pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, que elabora mensalmente a pesquisa em diferentes estabelecimentos comerciais de Campo Grande.

Dos quinze produtos que compõem a pesquisa, dez tiveram alta nos preços: tomate (15,45%); açúcar (11,89%); batata (10,39%); feijão (6,84%); óleo (4,80%); alface (4,56%); laranja (3,40%); sal (2,04%); banana (0,96%) e carne (0,33%). As baixas ficaram por conta da margarina (1,56%); arroz (0,97%); leite (0,86%); macarrão (0,39%). Já o pão francês manteve seu preço inalterado.

Segundo os pesquisadores, as chuvas constantes elevaram o preço do tomate no mercado interno. Já o açúcar registrou alta pelo quarto mês consecutivo pela priorização da produção de etanol. A Organização Internacional do Açúcar (OIA), por exemplo, prevê um déficit mundial de 3,53 milhões de toneladas. Entre os fundamentos das projeções estão aumento nos custos de produção, fatores climáticos, alta do dólar e demanda global recorde.

Se por um lado as chuvas atrapalham a colheita do tomate, beneficiam a produção de leite com a ampliação das áreas de pastagens, aumentando a oferta no mercado e diminuindo os preços em 0.86%. A concorrência também influenciou baixas: em alguns estabelecimentos pesquisados foram observadas promoções dos produtos margarina e arroz, influenciando sua queda.

O custo da Cesta Alimentar em janeiro foi equivalente a 42,62% do salário mínimo de R$ 880,00. Em dezembro o trabalhador utilizou 46,28% do soldo para adquirir a Cesta. Porém, é importante destacar que o mínimo teve um aumento de 11,6%.