07 de maro de 2021
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CMO homenageará os 55 anos do golpe militar de 64

O Comando Militar do Oeste (CMO) irá realizar solenidade em comemoração ao golpe militar ocorrido no dia 31 de março de 1964. O evento que está previsto para sexta-feira (29), às 9 horas, faz menção à Revolução Democrática” de 31 de março, daquele ano.

A comemoração pelo golpe militar havia saído do calendário de comemorações oficiais em 2012, por ordem da então presidente da República Dilma Rousseff, mas, segundo informações do governo, continuava a ocorrer informalmente. A assessoria do CMO confirmou que a solenidade será alusiva ao “regime democrático”.

No dia 25 de março, o presidente da República Jair Bolsonaro aprovou a leitura de mensagem em quartéis e guarnições militares, em alusão à data que determinou a tomada do poder pelas forças militares, regime ditatorial que durou 21 anos (1964-1985) e completa 55 anos no próximo domingo.

O porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que Bolsonaro não considera 31 de março como golpe militar. “Se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém”.

Nesta terça-feira (26) a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), colegiado que funciona na PGR (Procuradoria Geral da República) criticou a decisão de Bolsonaro. O texto foi assinado pela procuradora Deborah Duprat e por três procuradores auxiliares. “Festejar a ditadura é festejar um regime inconstitucional e responsável por graves crimes de violação aos direitos humanos”.  Para o MPF, “essa iniciativa soa como apologia à prática de atrocidades massivas e, portanto, merece repúdio social e político, sem prejuízo de repercussões jurídicas”