16 de abril de 2021
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CULTURA | ALDIR BLANC

Começa hoje (4.março.21) as oficinas e vivências de Capoeira Angola

Crianças e até bebês podem participar; permeando a Capoeira Angola pelo Centro-Oeste, que segue até o fim do mês online

Se está sem muito o que fazer com as crianças em casa por conta da pandemia, hoje (4.março) há uma boa opção: uma vivência de Capoeira Angola preparada exclusivamente para os pequenos. A atividade será ministrada pela professora Maria Fernanda e faz parte do projeto Permeando a Capoeira Angola pelo Centro-Oeste, que teve início no começo de fevereiro e segue até o fim deste mês, com oficinas e vivências sempre às terças e quintas-feiras, às 19h (de MS/MT) e 20h (de Brasília).

A inscrição para o evento online é gratuita e pode ser feita através deste link, onde também está toda a programação restante do evento. Podem participar bebês, crianças e adolescentes. Os menores devem estar com os pais, para que consigam realizar os movimentos.

Essa vai ser a primeira vez que a professora Maria Fernanda ministrará a oficina para os pequenos online. Ela começou a dar aula de Capoeira Angola para eles há cerca de 2 anos, em uma escola particular de Campo Grande. “Comecei em 2019, participavam crianças de 1 a 4 anos. No início fiquei receosa, achei que não ia dar conta, mas amigos, meu mestre e meu companheiro me deram força e eu consegui continuar. Me fortaleci muito com essa experiência”, avalia.

Para conseguir a atenção, principalmente dos bebês, ela desenvolveu alguns métodos. “Tem que ser extremamente expressiva para ter atenção de uma criança. Então, para me ajudar com isso eu fazia caras e bocas, movimentos corporais e sempre utilizava um instrumento nas aulas, berimbau, caxixi, pandeiro, entre vários outros, eram usados para eles brincarem de chacoalhar, tocarem junto a mim”, lembra.

As mamães não precisam se preocupar com movimentos complicados durante a vivência, Fernanda preparou o momento para ensinar, mas também se divertir com as crianças. “Vamos fazer movimentos mais simples, para que todos consigam acompanhar, como era na escola: subir, descer, esticar. Assim já inicia um processo de coordenação motora para elas”, exemplifica.

O projeto Permeando a Capoeira Angola pelo Centro-Oeste foi contemplado com recursos da Lei Aldir Blanc, através do edital Morena Cultura e Cidadania, promovido pela Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, por meio da Prefeitura Municipal de Campo Grande).

MULHER NA CAPOEIRA DE ANGOLA 

Fernanda recorda, que se sentiu bastante insegura ao ser indicada por uma amiga para ministrar aulas de Capoeira Angola na escola, tanto que pensou em recusar o convite. Foi após receber o apoio de seu mestre, de alguns amigos e de seu companheiro que teve coragem de aceitar o desafio.

“Sou uma pessoa muito tímida, mas essa minha amiga que me indicou o serviço falou que se interessou pela Capoeira Angola após me ver jogando, disse que queria jogar igual a mim. Isso me fortaleceu muito. Sob essa perspectiva pensei que poderia ser uma referência, principalmente para as alunas, de que mulher também pode e deve estar neste espaço, e também para as mães dessas crianças”, reflete. Assim venci a timidez e fui dar as aulas”, acrescenta.

Ainda está receosa com esse momento de pandemia, em que tudo está sendo feito online. “Assim não tem o momento de contato, de estar próximo às crianças. Se alguém falasse sobre aulas online quando comecei com os pequenos, diria que seria impossível. Mas o momento é esse e tem o lado bom, gente de qualquer lugar pode participar, assim conseguimos chegar a mais pessoas que não poderiam estar presentes fisicamente”, conclui.

Na próxima semana, na terça-feira (9) e quinta-feira (11) às 19h (20h de Brasília) acontecerão duas vivências de Capoeira Angola para adultos. As inscrições podem ser feitas no mesmo link acima.