23 de novembro de 2020
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Assassinato

Comerciante é pronunciado para responder sobre assassinato do tio

Crime ocorreu no ano passado por causa do desacerto em uma cobrança

A Justiça pronunciou o comerciante Miguel Arcanjo Camilo Júnior, preso pelo homicídio do tio agiota Oswaldo Foglia, cometido no dia 15 de julho do ano passado, em frente a uma conveniência no Jardim São Lourenço, em Campo Grande. O crime foi motivado por causa de uma dívida de político fornecedor de Miguel.

A sentença de pronúncia significa que a Justiça recebeu a denúncia e que está informando o réu pelos crimes que ele deve se defender.  Em maio, a 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou pela segunda vez habeas corpus a Miguel, que alegava preencher os requisitos para ser beneficiado e receber medidas cautelares, principalmente com base em resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a respeito do risco de contaminação com epidemia do coronavírus (Covid-19).

O Crime

Cobrança de dívida feita por Oswaldo Foglia, que teve os serviços contratados por um político de uma cidade do interior, no valor de R$ 150 mil foi a motivação para o assassinato. Miguel Arcanjo teria feito o intermédio entre o tio e a contratação por este político, que teria desfeito o acordo depois de Oswaldo ter agido de forma violenta.

Mas, Miguel não teria contado ao tio sobre o desacordo e acabou passando cheques para a vítima na tentativa de quitar a dívida de R$ 150 mil. No entanto, próximo dos cheques serem descontados Oswaldo teria ido até a conveniência exigindo o dinheiro, momento em que armado Miguel efetuou nove disparos contra o tio, sendo que três acertaram o agiota que morreu no local.