22 de abril de 2021
Campo Grande 29º 18º

INOVAÇÃO

Conta de energia em condomínio poderá ser unificada; 'atacarejo'

Novo "mercado livre" da conta de luz promete reduzir em 20% preços de contas

A- A+

A ideia é de um carioca. Trata-se de uma startup de Ipanema (RJ) chamada “TYR Energia” que pretende acessar a “energia atacarejo”. E promete reduzir em até 20% o custo de energia de apartamentos e escritórios ao agregar todo o consumo de um condomínio em um único cliente, transformando o que seriam dezenas ou centenas de contas de luz em um único grande consumidor. Isso permite aos condomínios acessarem o chamado ‘mercado livre de energia’, que não é permitido aos pequenos consumidores. 

Nesse contexto de “mercado livre” os contratos de compra e venda são negociados livremente, contornando a rigidez do chamado mercado cativo, modelo tradicional em que se paga a uma distribuidora de acordo com tarifa regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por oferecer liberdade de negociação, seu custo tende a ser menor. Outra vantagem é permitir a compra de energia gerada exclusivamente por fontes renováveis. 

Fundada há dois anos, a TYR já tem ao menos 3 edifícios entre clientes. O primeiro foi o edifício Quartier Ipanema, na esquina das ruas Visconde Pirajá com a Maria Quitéria. As lojas e as áreas comuns do prédio conseguiram uma redução média de 17% na fatura, barateando o custo mensal em R$ 16 mil, segundo Eduardo Miranda, sócio da TYR. Outros clientes são o Vision Offices, na Barra da Tijuca, e um galpão logístico para importação e exportação em Itaguaí (RJ). 

Em cada cliente, a TYR instala medidores inteligentes para monitorar o consumo individual de cada unidade do condomínio. 

Seu principal argumento para convencer potenciais clientes é o custo: os condomínios não pagam nada para aderir ao modelo. A TYR é remunerada pela gestão que faz dessa carga dentro do mercado livre, ficando com um pedaço do desconto obtido.      

O plano da start-up é escalar o negócio em 2021, ampliando as operações para São Paulo e chegando ao meio do ano com 15 clientes. A meta de longo prazo é ter 800 prédios no portfólio em 2026, gerando uma economia mensal da ordem de R$ 12 milhões por mês a esses clientes. 

*Fonte: O Globo