20 de outubro de 2020
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COVID-19

Contágio de coronavírus em aldeias indígenas diminui em MS

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), secretarias municipais de Saúde e a organização Médicos Sem Fronteira, desenvolveu ações que reduziram o contágio do coronavírus entre a população indígena de Mato Grosso do Sul.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, destacou que a união de forças foi fundamental para o enfretamento do coronavírus nas aldeias de Mato Grosso do Sul. “Sempre tivemos o cuidado com a população indígena. Conseguimos controlar a doença dentro das aldeias”, disse.

A Secretaria de Estado de Saúde realizou a testagem de 11.563 indígenas, sendo 8.124 e 3.439 positivos. Dos 3.439 indígenas confirmados com COVID-19, 3.219 já estão recuperados. 206 estão em isolamento domiciliar e 14 estão internados. Agosto foi o mês com maior número de confirmações entre os povos indígenas do Estado, com 2.117. Após as ações desenvolvidas pela secretaria de Estado de Saúde, já é possível notar a redução de casos. Entre os dias 1 e 16 de setembro foram registrados 230 casos novos.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, através do COE/MS, montou um plano de ação para a saúde indígena baseado em ações de média e alta complexidade complementares ao Plano de Contingência escrito pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul. Dentro desse plano, além das ações de distanciamento social e ações não farmacológicas consta um diferencial no nosso estado que foi a ampliação da testagem por biologia molecular RT-PCR dentro dos territórios indígenas, realizados pela Atenção a saúde primaria que atua junto aos povos indígenas.

Através dessa iniciativa de vigilância virológica que foi detectado e tomado medidas para contingência. Entre as medidas estão a testagem em massa, onde toda síndrome gripal é testada, assim como todos os contatos sintomáticos e assintomáticos.

Atualmente todos as unidades de saúde indígena são treinadas e habilitadas para fazer essa testagem virológica que ganhou a denominação “Vigilância Sentinela nas Aldeias Indígenas”. Toda síndrome gripal é testada. Até os primeiros sete dias de sintomas é realizado o exame de biologia molecular e com mais de sete dias de sintomas é realizado o teste rápido. Todos os insumos são fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde.

Também foi feito o treinamento das equipes de vigilância epidemiológica para o monitoramento dos conatos e mapeamento de risco. A Secretaria de Estado de Saúde disponibilizou EPIs, testes RT-PCR e também grande quantidade de testes rápidos.

A Secretaria de Estado de Saúde disponibilizou EPIs, testes RT-PCR e também grande quantidade de testes rápidos. Foram distribuídas 56 mil mascaras de tecidos para a população indígena.

A Secretaria de Saúde em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desenvolveu cartilha educativa traduzida para a língua Guarani e Terena explicando sobre a prevenção e cuidados em relação ao coronavírus.