17 de setembro de 2021
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AVANÇO

Corredor Bioceânico dará Plano de Turismo a Porto Murtinho

Estudo consiste numa rota rodoviária que possibilitará a conexão viária do Centro-Oeste brasileiro

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O estudo realizado pelos pesquisadores do Projeto Corredor Bioceânico da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) traz subsídios para o desenvolvimento do setor turístico e contribuirá para a construção do Plano Municipal de Turismo de Porto Murtinho.

O coordenador do Projeto Corredor Bioceânico da UFMS, Erick Wilke, e a professora Débora Fittipaldi Gonçalves (UEMS), que integra o projeto no Eixo de Turismo, estiveram em Porto Murtinho nos dias 25 e 26 de fevereiro para realizar levantamento de dados e avaliação das atividades turísticas no município.

Os acadêmicos Luiz Augusto Silva e Júlia Montes do curso de Turismo da UFMS também participaram da visita técnica. Os recursos que viabilizam a realização da pesquisa são oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet (PT/MS).

Foram realizadas reuniões com representantes de entidades associativas, como a Associação de Pescadores e Piloteiros, empresários de diferentes segmentos como hotéis, ranchos, pousadas, restaurantes, casa de aluguel, transporte turístico, artesãos locais, feirantes e representantes do poder público.

Devido à pandemia do coronavírus, os encontros foram divididos em dias e horários diferentes para evitar aglomeração, com apenas 1 representante de cada área e uso obrigatório de máscaras.

“No encontro tivemos a oportunidade de conhecer e conversar com essas pessoas. Ouvimos as dificuldades e os anseios de cada segmento e das comunidades locais e também apresentamos dados sobre o Corredor Bioceânico, porque muitas pessoas desconhecem o que a rota representa de fato, e falamos sobre as oportunidades e desafios para o turismo no município, e a necessidade de se organizar para a recepção de um fluxo maior de pessoas”, explica Erick Wilke.

Na reunião com representantes do poder público estiveram presentes a vice-prefeita de Porto Murtinho, Eliane Rios de Almeida, as turismólogas Annie Diaz, Gilka Netto e Silvia Pinese, a bióloga Regina Salazar e o psicólogo Hugo Diaz.

Durante o diálogo com os representantes do trade turístico local, os pesquisadores reforçaram a importância da formação de associações. “Conversamos sobre a organização desses segmentos em associações para que eles possam participar do Conselho Municipal de Turismo e contribuir com o Plano Municipal de Turismo, que em breve deve ser constituído”, relata o pesquisador.

De acordo com os pesquisadores, as associações auxiliam no planejamento de ações e de reivindicações a serem levadas para o poder público. Além da participação e da organização dos representantes de cada segmento, os dados que estão sendo levantados no estudo do Projeto Corredor Bioceânico da UFMS também poderão contribuir para a construção do Plano Municipal de Turismo de Porto Murtinho.

“Além de identificar potencialidades e desafios para o turismo, o levantamento que estamos realizando a partir da rota bioceânica vai trazer respostas para questões que serão abordadas no Plano Municipal de Turismo do município”, explica a professora e pesquisadora Débora Fittipaldi Gonçalves (UEMS).

POTENCIALIDADES

Durante a visita ao município, os pesquisadores identificaram ainda oportunidades de expansão do setor turístico em Porto Murtinho. “Há possibilidades para o turismo de observação de aves, para o turismo de experiência, de elaboração de city tour e do turismo gastronômico, por exemplo. Em Porto Murtinho, tem uma fruta típica local, que é o greifo, e há diversas receitas com essa fruta que podem contribuir para o aprimoramento do turismo gastronômico”, avalia a pesquisadora Débora Gonçalves (UEMS).

PESQUISA

O Corredor Bioceânico consiste em uma rota rodoviária que possibilitará a conexão viária do Centro-Oeste brasileiro aos portos chilenos de Antofagasta e Iquique, no Pacífico. O trajeto passará por cidades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

O Projeto de Pesquisa e Extensão Corredor Bioceânico é coordenado pelo Prof. Dr. Erick Wilke, da Escola de Administração e Negócios (ESAN/UFMS). Também são realizados estudos nos Eixos de Economia, Logística, Direito e História.