01 de dezembro de 2020
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Serial killer

Defesa de filha de serial killer alega que gagueira e sensibilidade extrema seriam indícios de doenç

Advogado pediu exame de insanidade mental para Cleber de Souza e sua filha Yasmin

Depois do pedido feito de exame de insanidade mental Cleber de Souza Carvalho, pedreiro de 43 anos preso preventivamente por 7 homicídios, e para sua filha Yasmin Natacha Gonçalves Carvalho, de 19 anos, a defesa alegou que a jovem já teria indícios de doença mental devido a gagueira e sensibilidade extrema.

De acordo com a defesa, Yasmin já fazia acompanhamento psiquiátrico devido as internações constantes por ser dependente química e o acompanhamento por dois psiquiatras. Ainda segundo a peça, a ré teria sido aluna de atendimento de sala de recursos multifuncionais, o que demonstraria a sua doença mental.

Dois diretores de escola e uma professora foram indicadas pela defesa de Yasmin para a comprovação de que ela teria problemas mentais. Um atestado médico de 2008 foi anexado pela defesa ao pedido argumentando que ela já fazia acompanhamento psiquiátrico desde a época.

O pedido de insanidade para pai e filha foi feito no dia 19 de junho e teve parecer positivo do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Depois das várias alegações da defesa, o advogado quer atestar ilegalidade e coação no momento em que foram colhidos os depoimentos de Yasmin e também de Roselaine Tavares Gonçalves, 40 anos, esposa de Cleber.

A defesa também pediu uma complementação dos laudos periciais, fato que teve parecer positivo do MPMS, uma vez comprovado que não houve alteração no local do crime. Sobre uma possível reprodução simulada, o MP opinou pelo indeferimento, alegando que não vê grande valia na reconstituição dos fatos.

As mortes

José Jesus de Souza, de 44 anos, conhecido como Baiano, que estava desaparecido desde fevereiro deste ano, teve o corpo encontrado no dia 15 do mês passado, durante a madrugada. Algumas horas depois, quem também teve o corpo encontrado após escavações foi Roberto Geraldo Clariano, de 48 anos, desaparecido desde junho de 2018, morto durante uma discussão no Recanto dos Pássaros. Roberto teria sido contratado por Cleber para fazer um trabalho braçal, e durante a briga foi morto com golpe do cabo de uma picareta na cabeça. Ele então foi enterrado em um terreno no Recanto dos Pássaros.

No início da tarde, o idoso o idoso Hélio Taira, de 73 anos, que estava desaparecido desde novembro de 2016, também foi localizado. Cleber fazia reforma em residência na Vila Planalto e, na ocasião, Hélio foi contratado para prestar um serviço de jardinagem, oportunidade em que se desentenderam.

O pedreiro então matou a vítima com pauladas, cavou buraco, enterrou o corpo e depois concretou o local, colocando piso. Por este motivo, o corpo não tinha sido encontrado até então. Já Flávio Pereira Cece, de 34 anos, desaparecido desde 2015, era dono do imóvel onde foi encontrado enterrado no bairro Alto Sumaré, região da Vila Planalto. Ele era primo do serial killer Cleber, que segundo a polícia, matou o primo a pauladas o enterrou e vendeu a residência por R$ 50 mil com o corpo de Flávio enterrado.

Na noite do dia 15 foi encontrado o corpo de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos, que saiu de casa no dia 16 abril, foi assassinado e teve a moto XTZ Crosser vendida pelo autor. O veículo foi localizado em residência na Rua Juventus, com outro primo de Cleber.

Na manhã do dia 16, Timotio Pontes Roman, de 62 anos, foi encontrado morto em um poço dentro de residência na Rua Urano, no bairro Vila Planalto. A primeira das vítimas a ser descoberta foi José Leonel, que havia sido encontrado no último dia 7, enterrado em um quintal na Vila Nasser.