14 de abril de 2021
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Em um mês, confirmação de H1N1 cai em 50% na Santa Casa

Depois de registrar 21 casos positivos de H1N1 no mês de maio, junho encerrou com apenas dez casos confirmados entre os notificados pela Santa Casa de Campo Grande. A curva descendente pode ser explicada pelo aparecimento precoce da doença em 2016. Excepcionalmente, neste ano, as primeiras notificações começaram a ocorrer em fevereiro chegando ao ápice em maio.

De fevereiro para março, o número de pessoas notificadas subiu de um para quatro, sendo um deles positivo para a doença. De março para abril, os boletim epidemiológico do hospital registrou 38 casos notificados, mas somente quatro deles positivos.

O ápice das notificações foi no mês de maio com 67 casos notificados, vindo a se confirmarem 21 deles. Em junho, os números voltam cair com 43 notificados, mas somente dez positivos para a doença.

 Transmissão

A transmissão direta (pessoa a pessoa) é a mais comum e ocorre por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado com o vírus influenza ao falar, espirrar e tossir. Eventualmente, pode ocorrer transmissão pelo ar por conta da inalação de partículas residuais, que podem ser levadas a distâncias maiores de um metro.

 Também há evidências de transmissão pelo modo indireto, por meio de contato com as secreções de outros doentes. Nesse caso, as mãos são o principal veículo, ao propiciarem a introdução de partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular. A eficiência da transmissão por essas vias depende da carga viral, contaminantes por fatores ambientais, como unidade e temperatura, e do tempo transcorrido entre a contaminação e o contato com a superfície contaminada.

 A infecciosidade está relacionada com a excreção viral pelo trato respiratório superior, porém a correlação entre a excreção viral nasofaríngea e a transmissão é incerta e pode variar, particularmente em função do nível de imunidade preexistente.