10 de agosto de 2020
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Tijuca

Encontrado morto em mata, foi vítima do ‘tribunal do crime’ no Tijuca

Foi morto a mando de presos

Vinicius de Souza e Silva, 21 anos, encontrado morto na última sexta-feira (10) em uma área de mata aos fundos do Jardim Rancho Alegre, em Campo Grande, foi vítima do chamado ‘’. Dois homens foram presos acusados pelo assassinato, que teria ocorrido em uma residência no bairro Tijuca, a mando de presos.

Willian da Silva Rampagni de Moraes, 18 anos, vulgo ‘Lacoste’, e Josiel Carneiro de Souza, 28 anos, foram presos em uma residência localizada no Conjunto Residencial Estrela do Sul, onde estavam escondidos desde a data do assassinato. Eles foram localizados por policiais do Batalhão de Choque, que já faziam buscas após denúncias.

Outro envolvido no crime, identificado como Felipe Gregório, vulgo ‘Terror da Capital’ – apontado como autor das facadas -, ainda não foi localizado.

 

Vinicius desapareceu no dia 5 de julho e, segundo Willian e Josiel, foi levado a uma residência na rua Diogo Alvares, Tijuca, onde foi julgado no . Depois, Vinicius foi morto com vários golpes de faca a mando de internos do sistema prisional.

Após executá-lo, Willian e Josiel colocaram o corpo da vítima em um veículo e levaram até o local onde foi encontrado, uma área de mata, aos fundos do bairro Rancho Alegre. O corpo de Vinicius foi localizado na última sexta-feira (10) com os pés e mãos amarrados e, conforme a perícia, estaria no local entre 3 a 7 dias, o que leva a crer que o rapaz foi morto no dia de seu desaparecimento.

Willian e Josiel foram encaminhados para a DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), onde foram entregues. A polícia trabalha agora para localizar Felipe Gregório e identificar os internos que ordenaram a execução.

Corpo encontrado

O cadáver foi localizado próximo a uma trilha por populares, que acionaram a Polícia Militar. O local, uma área de mata fechada, ao final do bairro. “Sem câmeras de segurança na região e até agora nenhuma testemunha”, destacou o delegado que atendeu a ocorrência, Giulliano Carvalho Biacio, da 6ª Delegacia de Polícia Civil.

Além dos pés e mãos que estavam amarrados, o corpo tinha seis perfurações.