15 de abril de 2021
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CORONAVÍRUS

Especialistas: Brasil viverá 'cenário de guerra' em duas semanas

Se nada for feito contra Covid-19, uma ação mais severa, em apenas duas semanas as pessoas vão morrer à mingua

"Vamos ter pessoas morrendo em casa ou morrendo na porta dos hospitais, porque não vamos ter onde interná-las. Vamos ter um cenário de guerra”,  prevê Thaís Guimarães, médica infectologista e presidente da Comissão de Infectologia do Hospital das Clínicas, em declaração à CNN Brasil.

Os especialistas alertam que se nada for feito contra Covid-19, uma ação mais severa, em apenas duas semanas as pessoas vão morrem à mingua, sem a possibilidade de serem socorridas. 

Segundo a professora de epidemiologia Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), as variantes da Covid-19 em circulação no país tendem a aumentar o índice de contaminação nas próximas semanas, principalmente quando combinadas com as aglomerações. 

“O que podemos supor é que a P1 (variante identificada em Manaus) vai se tornar dominante e se espalhar rapidamente”, afirma. “Temos curvas epidêmicas diferentes em cada estado, por causa da adoção de medidas diferentes. É possível que a gente arraste essa pandemia no pior nível por mais tempo. Eu acredito que março vai ser muito ruim”, prevê Maciel.

O Brasil ultrapassou nesta segunda-feira (1º.março) a marca de 255 mil mortos por covid-19, com o registro de mais 778 vítimas em um período de 24 horas. As informações são do são do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). 

O número total de vítimas do novo coronavírus é de 255.720 óbitos. Este é o pior momento do surto de covid-19 no Brasil, desde o início da pandemia, em março. A última semana foi a mais letal de todo o histórico, assim como o mês de fevereiro. 

Foram 8.224 mortos nos últimos sete dias e mais de 30 mil mortos no mês. Desde o dia 21 de janeiro o país tem média móvel, calculada em sete dias, acima de mil mortes diárias. Hoje (1º), o país alcançou novo pico, com 1.225 vítimas por dia, em média.

FONTE: * CNN.