20 de abril de 2021
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Lavagem de dinheiro

Gaeco prende Olarte e esposa em Campo Grande

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, cumpre nesta segunda-feira (15) 4 mandados de prisão temporária , expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em desfavor de: Gilmar Antunes Olarte e sua esposa Andréia Nunes Zanelato Olarte ,Evandro Simões Farinelli e Ivamil Rodrigues de Almeida

Cumprimento de 6 mandados de busca e apreensão nos seguintes locais, todos em Campo Grande:

A) residência do casal Olarte;

B) na empresa de Andréia Olarte denominada "Casa da Esteticista";

C) na residência de Ivamil Rodrigues de Almeida

D) no escritório de Ivamil Rodrigues de Almeida, empresa denominada "Ivamil Eventos Consultoria e Assessoria Ltda.”;

E) na residência de Evandro Simões Farinelli;

F) no endereço comercial de Evandro Simões Farinelli- empresa denominada "Chassi Automotivo Ltda.".

 As prisões e os mandados de busca e apreensão foram expedidos no bojo de procedimento investigatório criminal conduzido pelo GAECO, em que se apura a prática dos crimes de  Lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Os fatos apurados possuem conexão com a Operação Adna, em trâmite no Tribunal de Justiça, em que se atribui a Gilmar Olarte a prática do crime de corrupção passiva.

As investigações tiveram início a partir dos dados obtidos com a quebra do sigilo bancário de ANDRÉIA OLARTE e de sua empresa (Casa da Esteticista), além de informações de que, entre os anos de 2014 e 2015, enquanto Gilmar Olarte ocupava o cargo de Prefeito Municipal, sua esposa adquiriu vários imóveis na capital, alguns em nome de terceiros, com pagamentos iniciais em elevadas quantias, fazendo o pagamento ora em dinheiro vivo, ora utilizando-se de transferências bancárias e depósitos, os quais, a princípio, são incompatíveis com a renda do casal.

Para tanto, o casal Olarte contou com a ajuda de Ivamil Rodrigues, corretor de imóveis e braço direito do casal nas aquisições imobiliárias fraudulentas e Evandro Farinelli, pessoa que cedia o nome para que as aquisições fossem feitas em nome de Andréia Olarte.