29 de novembro de 2020
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PANDEMIA

Governador diz que aulas da Rede Estadual só voltam em agosto

Reinaldo argumentou que o governo achou prudente manter os alunos longe das aulas presenciais até o fim de julho

O governador Reinaldo Azambuja anunciou nesta 5ªfeira (25.junho), durante live no Facebook, que as aulas na Rede Estadual não voltam antes do dia 1º de agosto. Reinaldo argumentou que o governo achou prudente manter os alunos longe das aulas presenciais até o fim de julho, por conta do crescimentos exponencial dos casos de covid-19 em Mato Grosso do Sul.

“É muito prudente manter longe das aulas presenciais. Vamos continuar por vídeo, à distância. Vai dar tempo para pensar em volta com toda a proteção necessária aos alunos, para, quando voltarem, ter tudo preparado com segurança”, disse o governador.

Em reunião, ontem, 4ª-feira (24.junho), no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), debateu sobre a reabertura das escolas particulares a partir de 1º de julho, Dr. Lívio (PSDB) reforçou a posição como presidente da Comissão de Enfrentamento à Covid-19, da Câmara Municipal de Campo Grande, de que “agora não é o momento”.

Para Dr. Lívio, a sociedade está passando por um reflexo do comportamento que tem sido visto nas últimas semanas e que contribuiu para um aumento significativo dos casos de coronavírus. São mais de 6 mil confirmados e mais de 50 mortes registradas até agora.

“Presenciamos imagens de aglomerações em bares, pessoas circulando pela cidade sem máscaras, descumprimento às regras de isolamento e distanciamento social”, frisou Dr. Lívio que defende a volta de medidas restritivas, como o toque de recolher em Campo Grande que retornará nesta 6ª-feira (26.junho), ainda mais no próximo mês, quando o estado deve ter atingir o pico da doença.

“Nós estamos vendo Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com um aumento crescente de casos e de óbitos. Então, nós teremos um mês de julho difícil, complicado para todos nós”, pontuou o vereador.

Ainda segundo ele, ao se pensar em uma nova flexibilização das medidas é importante avaliar quais segmentos sofreram mais na economia como, por exemplo, as escolas. “É preciso pensar na saúde mental das crianças que estão já há cerca de 4 meses confinadas. Cabe à prefeitura pesar se não seria melhor abrirmos escolas para o funcionamento, com as medidas de biossegurança, em detrimento de bares, restaurantes, e outros segmentos cuja transmissão é muito mais facilitada”, finalizou.

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, já havia indicado um “não” às escolas que pediam reabertura.