18 de abril de 2021
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Saúde

Hospital de Câncer realiza mutirão de reconstrução mamária em Campo Grande

Na próxima sexta-feira (28), a partir das 7h, o Centro Cirúrgico do Hospital de Câncer de Campo Grande - Alfredo Abrão (HCAA) sediará um mutirão de reconstruções mamárias, realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A ação, realizada simultaneamente em todo o País, beneficiará seis pacientes do hospital que serão submetidas aos procedimentos gratuitamente e receberão próteses de silicone que foram doadas pela empresa Eurosilicone.

Um coffe break será realizado entre às 7h e 8h, no saguão do HCAA, com a presença de integrantes da equipe médica, membros da SPBC e da diretoria do HCAA, abrindo as atividades e informando ao público sobre a ação e sobre a importância do diagnóstico e prevenção ao câncer de mama.

Sobre o mutirão

O 2º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária, coordenado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), ocorre de 24 a 29 de outubro, com a participação de mais de 800 profissionais da área. Cerca de 840 mulheres que passaram por mastectomia – remoção de uma ou ambas as mamas – serão atendidas gratuitamente por cirurgiões plásticos para o procedimento de reconstrução mamária. As pacientes que vão participar do mutirão já foram selecionadas e realizaram previamente todos os exames necessários para a cirurgia. A previsão é que pelo menos 842 procedimentos sejam realizados em 98 hospitais do País. Ao todo, 18 unidades da federação que contam com uma regional da entidade participam da ação.

Autoestima

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da SBCP, Luciano Chaves, destacou que a reconstrução da mama é parte integrante da proposta de tratamento para o câncer de mama implementada atualmente no Brasil, que envolve o diagnóstico, a cirurgia para retirada de parte da mama ou de toda a mama, a quimioterapia e a radioterapia e, por fim, a plástica reconstrutora. “A reconstrução mamária é um direito garantido em lei”, reforçou.

“O mutirão devolve à essas pacientes a autoestima. Estudos mostram que as mulheres reconstruídas têm menor chance de reincidir no câncer porque essas doenças estão relacionadas à produção de endorfina e ao equilíbrio emocional. Mulheres mastectomizadas são mais deprimidas, mutiladas, tristes. Mulheres reconstruídas retomam seu relacionamento afetivo, encontram um ponto de equilíbrio psicoafetivo e uma melhora do humor e do estado depressivo”, concluiu.