27 de janeiro de 2021
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Pedreira

Idoso foi atraído pela namorada e pode ter sido jogado ainda com vida na pedreira

O Setor de Investigações Gerais da Polícia Civil (SIG) apresentou nesta quarta-feira (28) em Dourados os três envolvidos na morte do idoso encontrado na pedreira da cidade. Orivaldo Martins da Silva, 61 anos, foi atraído para a própria morte pela namorada, Jaqueline da Silva Padilha, 30 anos, de acordo com delegado do SIG, Rodolfo Daltro. Ela está presa temporariamente pelo crime de latrocínio. 

Segundo informações do Dourados News, a ação criminosa contou ainda com a participação de Jacson Ávalo de Araújo e Elvis Luciano Tavares – acusados também pela morte de Josivan Alves de Lima, 37, no dia 14 de setembro –, conforme a polícia. O idoso desapareceu no dia 4 de setembro e o corpo foi encontrado quatro dias depois, no lago formado na antiga Pedreira, na MS-379, em Dourados. 

De acordo com o delegado, existe a possibilidade de a vítima ter sido jogada ainda com vida na água. O trio roubou o dinheiro sacado da aposentadoria de Orivaldo e ainda um Chevrolet Corsa, levado ao Paraguai e vendido por R$ 3 mil. 

O caso 

Jaqueline mantinha relacionamento há tempos com Jacson e passou a ficar com o idoso, que lhe garantia ajuda financeira há pelo menos dois meses. Ao descobrir sobre o fato, conforme a polícia, o rapaz teria ficado enciumado e exigiu da namorada que, como prova de amor, atraísse a vítima em um determinado lugar para matá-lo. 

A mulher e Orivaldo foram vistos pela última vez no começo de setembro, quando ele desapareceu, conforme informou a família à polícia. “Jacson relatou que combinou com a Jaqueline porque estava com ciúme e disse a ela que, como forma de ‘provar o amor’, deveria armar uma cilada e matar ele”, disse Rodolfo Daltro.

No mesmo dia, a suspeita levou a vítima até onde estavam os dois algozes.  Lá, renderam a vítima e o agrediram com chutes. A mulher não teve coragem de matar o idoso. “Jacson estava em posse de um revólver, rendeu e agrediu Orivaldo. Chegando à pedreira, Jaqueline não teve coragem de matar o namorado e Jacson o fez. Existe a possibilidade de terem jogado ele ainda vivo na pedreira”, contou o delegado. 

Após o assassinato, os dois homens pegaram o veículo do idoso e levaram até a região de fronteira. No Paraguai, comercializaram o carro por R$ 3 mil, além de roubar em torno de R$ 1 mil da aposentadoria da vítima. 

Jacson e Elvis estão presos preventivamente desde o dia 19 de novembro pela morte de Josivan, no chamado Tribunal do Crime. Já Jaqueline teve mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, porém, o delegado do SIG já representou para que ela também seja presa preventivamente. 

Os três negam o crime.