19 de janeiro de 2021
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“Legítimo Rei” chega à Netflix para recontar a história do rei escocês Robert the Bruce

Inglaterra e Escócia nunca foram países muito amistosos. Desde o Século VI, os dois territórios travaram inúmeros confrontos, com destaque especial para a Primeira Guerra de Independência Escocesa (Século XIV), na qual tropas separatistas, lideradas por Robert the Bruce, engajaram diversos combates com o exército inglês. Essa série de batalhas ganhou fama internacional em 1995, quando Mel Gibson dirigiu e protagonizou “Coração Valente”, adaptação cinematográfica desse confronto.

Nesse mesmo contexto histórico, o filme “Legítimo Rei” estreia dia 9 de novembro na Netflix com o objetivo de trazer ao público uma versão ainda mais sangrenta desse conjunto de embates.

Protagonizado por Chris Pine (“Star Trek”, “Mulher Maravilha”), Robert the Bruce dedica a vida a defender o que lhe é de direito: o trono escocês. Ao longo de sua jornada, o monarca recruta centenas de apoiadores em uma missão suicida bem no estilo de Davi e Golias. Derrotar o poderoso exército inglês requer o derramamento de muito sangue, e nesse aspecto, o filme não hesita em mostrar o quão violentos eram os confrontos da época. 

“Legítimo Rei” entra no catálogo da Netflix como uma superprodução original e definitivamente está entre as maiores apostas da plataforma para 2018. Apesar do longa abordar o gênero histórico, que perdeu muita força nos últimos anos, a temática medieval do filme certamente é um ponto de destaque, visto que essa área ganhou espaço desde o fenômeno “Game of Thrones”. Curiosamente, o maior defeito de “Legítimo Rei” está justamente na versatilidade dos dispositivos com acesso à Netflix. A superprodução tem uma seleção de imagens e cenas realistas de batalha tão detalhadas que chega a ser um desperdício assistir fora de uma tela de cinema.