05 de maro de 2021
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Levantamento aponta diminuição de pessoas subalimentadas no mundo

O Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta sexta-feira (16), representa inúmeras conquistas para o Brasil. Se em 2014, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), retirou o país do mapa da fome, neste ano, segundo dados do relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015, houve a diminuição de 82,1% do número de pessoas subalimentadas no período de 2002 a 2014.

Essas conquistas têm tudo a ver com a agricultura familiar – que responde pelo abastecimento interno da nação. “É importante lembrarmos a presença e a importância da agricultura familiar neste processo de alimentação do nosso país e do nosso povo: 70% da alimentação do povo brasileiro vêm da agricultura familiar”, ressaltou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias.

Além de produzir a maior parte dos alimentos consumidos no país, a produção familiar responde por 38% da renda agropecuária e por quase 75% da mão de obra do campo. De acordo com o último Censo Agropecuário, elaborado pelo IBGE, o Brasil possui 4,3 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar, representando 84,4% de todos os estabelecimentos rurais do país.

“É daí que vem a importância de fortalecermos, cada vez mais, a agricultura familiar, a agricultura camponesa. Procurando agregar valor, estimulando a agroindústria, o cooperativismo e a agroecologia. Estamos trabalhando para que o povo brasileiro possa se alimentar de uma forma saudável e digna e que o Brasil continue contribuindo para erradicar a fome e a subnutrição em todo o mundo”, completou o ministro.

Produção sustentável

O Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos também revela que a agricultura familiar também está atenta na produção de alimentos saudáveis. Dos 10.505 produtores certificados em todo o país, 9.026 são agricultores familiares – o número corresponde a aproximadamente 85% da produção orgânica do país.  “É importante produzirmos alimentos em quantidade, mas também em qualidade. Alimentos que produzem, efetivamente promovam a saúde e a vida das pessoas”, reforçou Patrus.
 
Entre os produtos cultivados pelos agricultores familiares estão o arroz, o mel, hortaliças (legumes e verduras), açúcar, castanha de caju, castanha do Brasil, sucos diversos, vinhos, açaí, cupuaçu, banana e outras frutas. A região com maior número de agricultores familiares orgânicos é o Nordeste com 3.967, seguido do Sul com 2.823.