02 de dezembro de 2020
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Médica

Médica que atropelou e matou motociclista em rodovia não tem CNH

Apesar de dirigir caminhonete mesmo sem ser habilitada e causar acidente com morte, Daiana Silvestre foi liberada

A médica Daiana Aparecida da Silva Silvestre, 33, que atropelou e matou a motociclista Ivone Ribeiro de Arruda, 54, na manhã de hoje (3) no município de Dourados, não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Ela conduzia a caminhonete Nissan Frontier preta, placa NRL-2252, que bateu na traseira da moto pilotada por Ivone.

O acidente ocorreu por volta de 7h30 na altura do km 16 da Rodovia Padre André, a MS-276, entre os distritos de Indápolis, no município de Dourados, e Lagoa Bonita, no município de Deodápolis. Moradora em Indápolis, Ivone seguia para o trabalho, no restaurante em frente ao local do acidente.

Quando diminuiu a velocidade da moto para entrar no restaurante, ela foi atropelada. Daiana Silvestre prestou socorro à vítima tentando reanimá-la, mas Ivone não resistiu aos ferimentos e morreu no meio da estrada.

De acordo com a ocorrência registrada na 2ª Delegacia de Polícia Civil em Dourados, Daiana disse que trafegava pela rodovia quando a moto teria freado bruscamente na pista e ela não conseguiu evitar a colisão traseira. A caminhonete estava com a documentação em dia e foi entregue ao marido da médica.

Daiana Silvestre compareceu à delegacia, foi interrogada e posteriormente liberada com base no artigo 301, da Lei 9.503, de 1997, que instituiu no país o Código de Trânsito Brasileiro.

Segundo o artigo 301, “ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela”. Mesmo em liberdade, ela vai responder ao inquérito por homicídio culposo (sem intenção), qualificado por falta de CNH.