28 de setembro de 2021
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MEIO AMBIENTE

MS destina 92,7% de resíduos de forma correta; destaque no Centro-Oeste

Porém, quantidade de destinação errada de reíduos aumentou no Brasil

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A quantidade de resíduos sólidos urbanos destinados inadequadamente no Brasil cresceu 16% na última década. O montante passou de 25,3 milhões de toneladas por ano em 2010 para 29,4 milhões de toneladas por ano em 2019.  Os dados são do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, lançado pela Associação Brasileiras das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Em 2010, 43,2% do total de resíduos eram descartados de forma incorreta (para lixões ou aterros controlados). Em 2019, esse percentual subiu para 59,5%.

Pelo levantamento, a quantidade de resíduos coletados no país cresceu 24%, chegou a 72,7 milhões de toneladas e atingiu 92% de cobertura no país, índice que implica déficit de 6,3 milhões de toneladas por ano sem coleta, que acabam abandonadas no meio ambiente. 

Segundo a Abrelpe, apenas dez estados do país têm índice de cobertura de coleta acima da média nacional. Entre os 10 está Mato Grosso do Sul, que descarta 92,7% do lixo gerado de forma correta. Os demais são: São Paulo (99,6%), Rio de Janeiro (99,5%), Santa Catarina (95,84%), Goiás (96,1%), Rio Grande do Sul (95,5%), Distrito Federal (95%), Paraná (95%), Espírito Santo (93,7%), Amapá (93,3%). 

Também aumentou o número de municípios brasileiros que aderiram a Coleta Seletiva, que consite em separar resíduos de forma anterior a ida para aterros ou empresas de reciclagem.  As iniciativas de coleta seletiva, que estavam presentes em 56,6% dos municípios em 2010, foram registradas, em 2019, em mais de 73% das cidades. Esse tipo de coleta, no entanto, segundo a Abrelpe, ocorre ainda de forma incipiente.

Três regiões descartam seus resíduos inadequadamente acima da média nacional (59,5%). O Nordeste concentra o maior número de cidades com destinação irregular: 1.340 municípios (74,6%), seguido da Região Norte, com 79% das cidades (357 municípios) e do Centro-Oeste, 65% dos municípios (305 cidades).

O Brasil perde R$ 14 bilhões por ano com a falta de reciclagem adequada do lixo. Foram cerca de 12 milhões de toneladas de resíduos sólidos que, ao invés de gerarem dinheiro e emprego, acabaram descartados no meio ambiente.

Além da falta de reciclagem, o Brasil também não avança na extinção dos lixões. O número de locais praticamente se manteve estável nos últimos dez anos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos previa o fim dos lixões até 2014, data que foi prorrogada para 2024.