26 de outubro de 2020
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COMUNICAÇÃO

Nos 70 anos de TV aberta, 30 anos da TV por assinatura e a era da internet

Secretário de Radiodifusão fala dos desafios. Maximiliano Martinhão participou do programa A Voz do Brasil

O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, participou ontem (18.set.2020) do programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

A pandemia mostrou que a conexão com internet é importante para os brasileiros. Mas, também devido o isolamento as pessoas dentro de casa, o consumo de conteúdo exibido em aparelhos de TV disparou no país. Ressalta-se que esse consumo global envolve TVs por assinatura, como Sky, Oi, Vivo, HBO, CNT entre outros. É o que mostra o último estudo (oficial) da Kantar Ibope Media sobre o comportamento do brasileiro neste período.

Nesse sentido, Martinhão revelou que o governo tem ações para que a TV e o rádio continuem relevante para grande parte da população e não sejam engolidos pela internet, como muitos prospectam. Isso porquê ao passo que avançam aos streamings, hoje encabeçados pela Netflix, com preços bastante pequenos para fornecimento de serviços, o cidadão está cada vez menos interessado nas TVs, porém, prova-se que a grande maioria mantém interesse por programas ao vivo. Esse é o ponto, aqui a chave vira e mostra que a TV para morrer, só se desistirem de ver os grandes programas ao vivo, o que segundo o próprio secretário, está longe de ocorrer.  

30 ANOS

Vale lembrar que ao passo que se completa 70 anos da TV aberta, conta desde 1990 com o surgimento da primeira TV por assinatura no Brasil nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, no sistema "MMDS". Àquela altura, era a única. 

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras no Brasil fecharam o mês de janeiro de 2020 com 15.562.354 assinantes.

O canal Viva, da Globosat, foi o mais sintonizado da televisão por assinatura em junho de 2020 (e sexto no total). A audiência refere-se ao período de 24 horas no Painel Nacional de Televisão (PNT), onde alcançou 0,28 ponto e 0,75% de participação. Cada ponto equivale a 260 mil lares ou 703 mil telespectadores. 

MUDANÇAS

Recentemente, o governo publicou uma medida que regulamenta os serviços de retransmissão de rádio, com o objetivo de expandir o sinal e permitir que os brasileiros de áreas remotas e distantes possam ter acesso à informação e entretenimento.

FUTURA 

Segundo empresários e trabalhadores do entretenimento e programas jornalísticos, é natural olhar para trás e festejar as muitas glórias alcançadas nestes 70 anos da televisão no Brasil. Mas nunca foi tão necessário olhar para a frente e procurar entender para onde ela está indo. 

O UOL reuniu um "júri" de notáveis para debater este assunto - para onde está indo a televisão. Os oito entrevistados apontaram os caminhos que enxergam em suas áreas. Do confronto destas opiniões, resultaram nove tendências, apresentadas abaixo. O "júri" foi formado por Carlos Henrique Schroder, diretor de criação & produção de conteúdo do Grupo Globo; José Félix, presidente da Claro Brasil; Maria Angela de Jesus, diretora de produções originais da Netflix no Brasil; Felipe Neto, um dos mais importantes youtubers brasileiros; Fabio Porchat, um dos criadores do Porta dos Fundos; Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat entre 1994 e 2019; Letícia Muhana, uma das criadoras dos canais de televisão a cabo GNT, GloboNews e Viva; e Gabriel Priolli, jornalista, crítico de TV e professor de comunicação.

A televisão vive neste momento a maior transformação em sua história. A revolução digital provocou maior produção e distribuição de conteúdo. Entra no páreo para disputa de espaço, streamings, TVs pagas, web-tvs entre outras.  Todas buscando cativar e fidelizar o telespectador, cada vez mais exigente e antenado às tendências.  

Veja a entrevista na íntegra do secretário na íntegra: 

Fonte: Agência Brasil.