27 de fevereiro de 2021
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Para Dom Dimas CPI do CIMI e Genocídio são 'iniciativas extremas' devido à inércio do poder público

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O Arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, emitiu nota, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Oeste I sobre as CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) instauradas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul que investigam conflitos fundiários envolvendo índios e produtores rurais no Estado.

Para o arcebispo, tanto CPI do CIMI, que apura se existe influência, por parte do Conselho em incitar índios a invadirem terras no Estado quando CPI do Genocídio, que irá apurar responsabilidade do Estado nas mortes de índios entre 2000 e 2015, são consideradas “iniciativas extremas diante da inércia do poder público, sobretudo federal, em resolver uma pendência constitucional que já se arrasta por décadas.”

Dom Dimas, em nota, também ratificou que não há nenhuma relação de apoio por parte da Igreja Católica e da Regional Oeste, ao movimento de boicote à produção agropecuária de Mato Grosso do Sul e considerou declaração da líder indígena Sonia Gauajajara “desastrosa”. Sonia disse, em pronunciamento na Assembleia Legislativa que “a carne e soja de Mato Grosso do Sul estão manchadas com sangue de crianças indígenas”. Ela faz parte do grupo de lideranças indígenas que juntamente com ativistas, militantes da causa indígena e indigenistas defendem boicote da carne e da soja produzidos no Estado.