24 de novembro de 2020
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FURNA DA ONÇA

Polícia Civil e MP carioca fazem devassa contra suspeitos de rachadinha na ALRJ

Operação apura o suposto recebimento de propina em troca de votações

Força-tarefa da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre nesta 3ª-feira (20.out.2020) mandados de busca e apreensão em um suposto caso de ‘rachadinha' na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Equipes buscam provas em endereços residenciais no Rio de Janeiro e em Niterói. Os alvos não foram identificados — a força-tarefa alegou que as investigações estão sob sigilo.

A trata de um desdobramento da Operação Furna da Onça, que apura o suposto recebimento de propina em troca de votações favoráveis ao grupo político do do ex-governador Sérgio Cabral.

A força-tarefa é composta pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro e pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MPRJ), em conjunto com a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

MESMA OPERAÇÃO 

Em depoimento no inquérito que investiga suposto vazamento da Operação da Polícia Federal que atingiu Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o empresário Paulo Marinho confirmou que o presidente Jair Bolsonaro foi alertado pessoalmente por Gustavo Bebianno sobre a gravidade do caso, como havia informado em entrevista para o jornal "Folha de S. Paulo".

Segundo Marinho, ele ligou para Bebianno, ainda no dia 13 de dezembro para relatar a gravidade dos fatos. A data é a de sua reunião com Flávio e Victor Granado Alves, quando soube pelo próprio senador do vazamento da operação.

"Essa história é mais grave do que parece, eu acho importante você informar ao presidente. Ele (Bebianno) ai desligou, agradeceu. Ele (Bebianno) depois liga e me diz: ‘entrei na sala do presidente, no escritório da transição, chamei, tinha muita gente com o presidente, falei 'é urgente, ele (Bebianno) tinha intimidade total com o presidente, ‘levei o presidente pro banheiro da sala e fiquei com ele dez minutos dentro do banheiro contando pra ele a história que você [Marinho] me contou. O presidente me pediu que voltasse para o Rio para acompanhar esse assunto’”, contou Marinho durante o depoimento. (VEJA MAIS AQUI).

*Com G1.