12 de maio de 2021
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Investigados

Ponto eletrônico não surte efeito e médicos faltosos serão investigados

População reclama de falta de profissionais nas unidades de saúde da Capital

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Nem mesmo a instalação de aparelhos de ponto eletrônico nas unidades de saúde de Campo Grande, impede a falta de médicos para atender à população. Na manhã desta segunda-feira, o prefeito Marcos Trad afirmou que será aberta sindicância para investigar os profissionais faltosos. 

O maior alvo de queixas são os plantões oferecidos nas Unidades de Pronto Atendiento (UPAs). “Não há outra forma [de resolver] a não ser abertura de sindicância, o devido processo legal para ser apurar o grau de culpabilidade desses profissionais. Em casos extremo gera a demissão, em outros casos apenas a punição”, explicou o prefeito. 

Atualmente, apenas a rede municipal de atenção básica conta com 252 médicos, sendo 136 lotados nas Unidades Básicas de Saúde da Famíli (UBSFs), 103 nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 13 nos Núcleos de Apoio a Estratégia de Saúde da Família (NASF).

Em junho do ano passado, decisão da Justiça, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), deu prazo de 30 dias para a prefeitura instalar pontos eletrônicos em todas as unidades de saúde da Capital. Promotora de Justiça Filomena Fluminhan, da 32ª Promotoria da Saúde Pública, alegou em ação civil pública que o controle de frequência por folha de ponto, utilizado até então, era ineficiente.

DANIFICADOS

Poucos dias após a instalação, vários dos aparelhos instalados foram danificados. De acordo com o prefeito Marcos Trad, metade dos 25 pontos eletrônicos instalados na época foram destruídos. Boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil e o MPE foi acionado para investigar os danos. O investimento foi de aproximadamente R$145 mil.

O prefeito avalia que a instalação dos aparelhos vai começar a surtir efeito no próximo ano. “É uma mudança de consciência e mentalidade. Ninguém gosta de ser monitorado. Nem um ser humano gosta de ser fiscalizado.”