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quinta, 16 de julho de 2020

CAMPO GRANDE

Prefeitura dá respostas eficientes à pandemia, mas falta maior compromisso da sociedade

As ações do poder público campo-grandense servem de modelo para outras cidades brasileiras

Por: REDAÇÃO05/06/2020 às 16:50
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O prefeito Marquinhos Trad em 3 de abril de 2020O prefeito Marquinhos Trad em 3 de abril de 2020Foto: Reprodução/Divulgação

Sexta-feira, 5 de junho de 2020. Dia Mundial do Meio Ambiente. Às 10h30min em Campo Grande, uma das cidades com as maiores taxas de arborização urbana do País e capital de Mato Grosso do Sul, o Estado que abriga dois terços do Pantanal, pessoas e veículos de todos os tipos circulam febrilmente em todas as direções, a trabalho, para compras, por lazer ou, simplesmente, para não ficar em casa.
Nesse dia e horário a Secretaria Estadual de Saúde (SES) expedia o boletim oficial com os dados atualizados da pandemia do Covid-19 em todo o território sul-mato-grossense.

Do total de 1.627 casos confirmados até aquele instante em 79 municípios, 136 eram registrados em Campo Grande, município que naquele dia chegava ao oitavo dos 21 óbitos contabilizados no Estado.

A população campo-grandense, cerca de 850 mil habitantes, supera em mais de três vezes a de Dourados (mais ou menos 230 mil). Naquela mesma data, 5 de junho, a SES informou que Dourados apresentava 177 pessoas infectadas pelo coronavírus, 41 a mais que a Capital.

Com esses números e o cenário de aglomerações na maioria dos municípios, não fica difícil imaginar porque as autoridades sanitárias
redobram suas preocupações.

Contudo, os mesmos números indicam que Campo Grande ainda é uma das poucas capitais brasileiras que estão alcançando melhor desempenho nas ações locais em sistemas públicos de prevenção à doença, mesmo com um ambiente urbano propício à propagação veloz do coronavírus, a imensa massa populacional, as aglomerações e, principalmente, as baixas taxas de isolamento social.

MODELO

Prefeito Marquinhos Trad em 9 de maio, na Feira Central em Campo Grande - MS. Foto: Reprodução 

Com essas perigosas receitas a cidade poderia estar hoje entre as de maior incidência em contaminação no Brasil. Mas seus
resultados a mantém no outro prato da balança, com um total de casos confirmados bem menor do que podem sugerir suas dimensões
demográficas. Tornou-se um modelo na elaboração e execução de políticas públicas de emergência, graças a um conjunto de medidas que o prefeito Marquinhos Trad (PSD) tomou para estruturar a cidade e seus moradores contra a calamidade.

A Prefeitura Municipal não se limitou a suspender as aulas, decretar o toque de recolher, racionalizar as atividades econômicas, desinfetar ambientes internos e externos de fluxo popular – como os pontos de ônibus e feiras-livres – e montar barreiras em todas as saídas e entradas rodoviárias. O prefeito comprometeu todos os servidores e secretarias no exercício de massificar as orientações, recomendações e advertências no sentido de conscientização para que as pessoas evitem sair de casa sem necessidade, além de conferir pessoalmente, dia a dia, se os novos regramentos estão sendo cumpridos.

Em síntese, Marquinhos Trad se expôs – mesmo em ano eleitoral e ele mesmo sendo um pré-candidato à reeleição. Só ao renovar decisões drásticas como o toque de recolher e a abertura controlada do comércio o prefeito levantou contra si mesmo a insatisfação e as críticas de empresários (empregadores) e empregados. Quase todos, fiando-se na certeza de   voltar ao trabalho desafiando a pandemia é uma escolha única e sem alternativa.

Segundo destacam veículos de comunicação de alcance nacional – como as emissoras de TV Globo, Record e SBT – as ações do poder público campo-grandense servem de modelo para outras cidades brasileiras, ao contrário do comportamento de expressiva parcela da população, aquela que não adere ao isolamento social vertical, o mais amplo, acreditando ser suficiente que apenas o público de risco fique em casa.

O prefeito teve a coragem de fazer a ruptura, de encarar possíveis traumas quando se quebra um paradigma. Para provocar mudanças
comportamentais restritas às vontades individuais, ele saiu de uma antiga zona de conforto em que se deitavam consagradas lideranças
quando não hesitavam em jogar para agradar a plateia para não se tornarem antipáticos. E é com essa audácia que - ao menos até agora –
a densamente povoada e irrequieta Campo Grande não sofreu o arrastão triste e letal que o Covid-19 vem promovendo no mundo.

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