27 de novembro de 2020
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Coronavírus

Presidente do Burundi morre com suspeita de coronavírus

Pierre Nkurunziza expulsou OMS do país e disse que Burundi tinha pacto especial com Deus

O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, de 55 anos, morreu na última segunda-feira (8), após sofrer um ataque cardíaco, conforme informou o governo do país, porém, a suspeita de que ele tenha contraído o coronavírus surgiu após relatos de sua esposa ter sido levada às pressas ao hospital, com a doença.

De acordo com o The Guardian, a morte do presidente foi descrita como ‘inesperada’, já que ele era praticante de esportes e ex-jogador de futebol. Pessoas próximas informaram que Nkurunziza tinha assistido a um jogo de vôlei no sábado (6) e adoeceu naquela mesma noite, quando foi levado ao hospital. A saúde do ex-jogador melhorou no domingo, mas no dia seguinte, repentinamente, piorou, e ele teve um ataque cardíaco. A declaração de morte pediu para que as pessoas permanecessem calmas, e sete dias de luto foram anunciados.

Nkurunziza se recusou a impor restrições no pequeno e pobre país africano, permitindo que eventos esportivos e comícios políticos em massa avançassem.

Autoridades do Burundi foram acusadas de deliberadamente jogarem para baixo a ameaça representada pela pandemia coronavírus, que infectou 197 mil pessoas no continente africano e matou mais de 5 mil.

A nação de 11 milhões de pessoas relatou 83 casos de covid-19 e as autoridades citaram a proteção divina para a taxa de infecção ostensivamente baixa do Burundi e exortaram os cidadãos a seguir em suas vidas diárias sem medo.

O porta-voz de Nkurunziza disse que, embora o país possa ser atingido pela pandemia, “Burundi assinou um pacto especial com Deus, quer você acredite ou não”.

O Burundi se recusou a seguir a maioria das outras nações africanas a impor um bloqueio e expulsou a equipe especializada da Organização Mundial da Saúde que trabalhava no combate ao coronavírus.