05 de dezembro de 2020
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MEIO AMBIENTE

'Pulmão do mundo': Amazônia queimou em junho recorde de 13 anos

Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e apontam 2.248 incêndios no bioma ao longo de junho

O número de queimadas na Amazônia cresceu 19,6% em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu o maior valor para o mês desde 2007.

Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e apontam 2.248 incêndios no bioma ao longo de junho passado, contra 1.880 do mesmo mês em 2019. Já em 2007 foram 3.519 focos ativos no período.

O Inpe diz que a média histórica para junho é de 2.724 queimadas na Amazônia, mas esse índice não passava de 2 mil desde 2007.

Além disso, o monitoramento contabiliza 10.935 focos ativos no primeiro semestre de 2020, crescimento de 17,8% em relação aos 8.821 registrados na metade inicial de 2019.

Os incêndios na Amazônia costumam ser operações de limpeza para preparar o solo para futuros plantios ou para criação de gado. O Brasil já foi cobrado internacionalmente por causa das queimadas na floresta em 2019, que colocaram em risco inclusive o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Ainda assim, na famigerada reunião ministerial de 22 de abril, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu que a atenção dada pela imprensa à pandemia de coronavírus abria uma “oportunidade” para desregulamentar normas ambientais.

“Precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. Agora é hora de unir esforços pra dar de baciada a simplificação”, disse. (ANSA).