04 de maro de 2021
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Moradias

Quase 3 mil moradias podem ser entregues ainda em 2019

Recursos travados não afetaram andamento das obras

O prefeito de Campo Grande Marcos Trad (PSD) disse que as quase 3 mil moradias realizadas pela prefeitura em conjuntos habitacionais podem ficar prontas ainda neste ano. Sobre o déficit do recurso federal no programa Minha Casa Minha Vida, o prefeito lamentou a possibilidade de cortes.”Eu acho que se o Governo Federal fizer cortes no programa habitacional já tão sofrido, lento e atrasado no nosso país é uma pena”, comentou.

Mesmo com a possibilidade de cortes na verba, Trad confirmou que até o prazo, as obras em Campo Grande estão em construção. “Campo Grande vai receber só neste ano, quase 3 mil novas unidades que já estão em execução e que não foram afetadas neste corte, pelo governo Bolsonaro. São vários lugares, nós temos na Rui Pimentel (Bairro Centro-Oeste), final da Ernesto Geisel (Bairro Aero Rancho), são conjuntos habitacionais, no total esse número que informei”, disse.

ATRASOS
A União chegou a atrasar em 90 dias, no início deste ano, os repasses para execução do programa Minha Casa Minha Vida. Em todo o País, recursos não repassados são de quase R$ 1 bilhão. O Ministério do Desenvolvimento Regional reconheceu que, em janeiro e fevereiro, houve uma transferência menor para o programa em decorrência do limite de repasse financeiro da pasta, conforme estabelecido por portaria do Ministério da Economia. No entanto, garante que liberou R$ 933 milhões para habitação desde o início do ano. Conforme a Caixa Econômica Federal, no Estado, há atraso no pagamento a 2.039 unidades habitacionais para famílias de baixa renda, cuja renda é de até R$ 1,8 mil. O montante dos recursos é de R$ 25 milhões.

PREFEITURA
A prefeitura ficou cinco anos sem distribuir novas unidades de interesse social. A gestão do prefeito Marcos Trad, até o momento, realizou apenas o reassentamento das famílias pertencentes à antiga comunidade Cidade de Deus. Essas moradias foram entregues em condições insalubres e de inabitabilidade, o que impeliu a atual gestão municipal a adotar medidas definitivas para readequação dessas unidades habitacionais via o Programa Ação Casa Pronta, uma parceria entre Emha, Fundação Social do Trabalho (Funsat) e governo do Estado.