16 de setembro de 2021
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DENGUE

Secretaria de Saúde de MS vai produzir 1,5 milhão de mosquitos e soltar na Capital

Segundo o secretário de Saúde, os bichos serão armas biológicas que já serão soltas dia 10 de dezembro em bairros da Capital

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O secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende confirmou nesta 4ª-feira (11.nov.2020) que vão ser produzidos 1,5 milhão por semana de mosquitos que serão soltos a partir de 10 de dezembro em Capo Grande. 

Resende lembrou que nesta 4ª-feira (11.nov) ocorre lançamento da campanha de combate à Dengue, Zika e Chikungunha. “Tem como objetivo chamar atenção para essas doenças que estão muito presentes aqui em Mato Grosso do Sul, principalmente a Dengue, hoje somos o 4º estado da federação com maior número de óbitos. Somos o 2º estado em número de casos, temos mais de 70.600 casos notificados, a gente pode ter tido até 700 sul-mato-grossenses com Dengue, o número de óbitos é muito grave”, alertou Resende.

No dia 21 de novembro será o ‘Dia D’.

“Vamos inaugurar a nossa biofábrica do mosquito com a Wolbachia (uma bactéria que fica dentro do mosquito) que ao ser liberado e acasalar com os mosquitos selvagens torna os mosquitos inofensivos ou com a menor capacidade de contaminação. É uma arma que a ciência nos propicia. Nós vamos começar a distribuir esses mosquitos a partir do dia 10 de dezembro”, disse Resende.

Os mosquitos serão distribuídos primeiramente nos bairros Guanandi, Lageado, Tijuca e Aero Rancho. 

“Vamos fazer dessa bioarma, uma arma contra a dengue, mas o mais importante é o tema da campanha: aproveite a quarentena e limpe seu quintal”, orientou Resende. 

ESTUDO 

Três cidades brasileiras irão realizar a etapa final do método “Wolbachia” para o combate ao mosquito Aedes aegypti, antes da sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A nova fase do projeto World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil) da Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde será testado nos municípios de Campo Grande (MS), Belo Horizonte (BH) e Petrolina (PE). Para isso, a pasta vai destinar R$ 22 milhões. A metodologia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito. Consiste na liberação do Aedes com o microrganismo Wolbachia na natureza, reduzindo sua capacidade de transmissão de doenças. 

A medida é complementar e ajuda a proteger a região das doenças propagadas pelos mosquitos, uma vez que o Aedes aegypti com Wolbachia - que têm a capacidade reduzida de transmitir dengue, zika, chikungunya – ao serem soltos na natureza se reproduzem com os mosquitos de campo e geram Aedes aegypti com as mesmas características, tornando o método autossustentável. Esta iniciativa não usa qualquer tipo de modificação genética.