19 de junho de 2021
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Saúde

Sífilis congênita também pode causar microcefalia, explica presidente da SBD/MS

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Durante o pré-natal a gestante faz diversos exames de sangue, entre eles está o exame VDRL que é capaz de diagnosticar uma espiroqueta chamada Treponema Pallidum. Essa bactéria é causadora da Sífilis que pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto, conhecida como Sífilis Congênita.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS),  a sífilis congênita leva a mais de 300 mil mortes fetais e neonatais por ano no mundo, e de acordo com dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saude, em 2015, Mato Grosso do Sul teve a taxa de detecção mais elevada do País, com 21,9 casos/mil nascidos vivo.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologica de Mato Grosso do Sul (SBD/MS), Alexandre Moretti, há uma grande preocupação com a Sífilis congênita, pois algumas mães não fazem o pré-natal corretamente. “Muitas vezes a gestante vai à poucas consultas do pré-natal, outras só procuram o médico na hora do parto e essa atitude pode ser extremamente prejudicial ao bebê”.

Moretti ressalta que a Zica não é a única causa de microcefalia, a sífilis congênita também pode causar a anomalia. A falta de diagnóstico e tratamento, pode causar ainda abortamento espontâneo, morte ao nascer, alterações cardiovasculares, má formação óssea, cerebral e dentaria.

“Há registros de morte neonatal de 40% dos conceptos infectados e aproximadamente 50% das crianças com sífilis nascem assintomáticas mais carregam a doença e isso pode acarretar futuros problemas de saúde”. Afirma o presidente da SBD/MS.

A única forma de prevenção é o correto acompanhamento durante o pré-natal, por isso, se você está gestante ou pensando em engravidar procure seu médico.

Além de ser muito prejudicial ao bebê a Sífilis também causa sequelas graves na mãe e seu parceiro.