24 de fevereiro de 2021
Campo Grande 33º 21º

Natal

Variação de preços em produtos de natal chega a 276% na 1ª semana de dezembro

Levantamento foi realizado entre 28 de novembro e 11 de dezembro

Uma pesquisa dos produtos tradicionais  consumidos no período de natal realizada em Campo Grande, entre os dias 28 de novembro e 11 de dezembro, identificou variação de até 276% nos preços. O levantamento envolveu 216 itens avaliados em nove estabelecimentos comerciais. 

O trabalho foi realizado pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS). Uma característica identificada na pesquisa foi de que dos 216 produtos pesquisados, 146 não apresentaram variações de preços. 

Na avaliação do superintendente do Procon/MS, Marcelo Salomão, esta situação é um indicativo positivo para a população.

"A pesquisa é uma ferramenta importante para o cidadão pesquisar os preços praticados no mercado. No entanto, o número razoavelmente estável na variação aponta que quando o consumidor está atento e opta por empresas com menor preço, aqueles que aumentaram o valor serão forçados a diminuir", observa. 

VARIAÇÃO DE PREÇOS

Um dos itens mais demandados no período de natal é a ameixa em calda e de acordo com a pesquisa, a lata de 150 gramas variou de R$ 2,98 em um estabelecimento (Comper) para R$ 10,98 em outro. Além disso, mais três produtos (panettone, lentilha e bacalhau do porto)  apresentam variação superior a 100 por cento.

A diferença de preços do panettone de frutas está em  118,40 % sendo encontrado por R$11,90 no Atacadão e por R$ 21,90 no Pag Poko, enquanto a lentilha está a venda R$ 15,99 ( no Extra) e R$ 6,99 (no Comper) o que configura  diferença de 118,17% e, ainda, o bacalhau do porto com variação de  114,17%,  vendido a R$ 74,95 ( no Assai) e a R$ 34,90 ( no Atacadão). Os estabelecimentos visitados  foram Assai, Pag Poko,  Atacadão,  Fort Atacadista,  Carrefour,  Extra, Walmart e os supermercados Comper  e Pires.

Salomão destaca ainda que a pesquisa é feita tradicionalmente em períodos que antecedem as festas tradicionais, a fim de realizar a verificação de preços e assim, orientar o consumidor a adquirir produtos por preços mais acessíveis. 

"Temos  consciência de que, nessa época,  há comerciantes que, visando aumentar os lucros, oferecem produtos tradicionais por preços superiores aos normais. Felizmente, são exceções.  Mas  é necessário ficar  vigilante”, finaliza o superintendente.