05 de maro de 2021
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Coronel Sapucaia

Após terem barracos queimados índios continuam em fazenda Bom Retiro

Os indígenas Guarani e Kaiowá ainda se encontram  na  fazenda Bom Retiro em Coronel Sapucaia - distante 395 quilômetros de Campo Grande. Após sofrerem um atentado a tiros e terem  suas cabanas  incendiadas, o grupo retornou ao local na última quinta-feira (4), e afirma que não sairá do local.

De acordo com o coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Ponta Porã, Elder Ribas o início dos ataques foi no dia 31 de janeiro, após a tentativa de retomada da fazenda Madama. Proprietários e funcionários da fazenda teriam disparado tiros depois de estabelecer cordão de isolamento do local.

Pouco depois, um grupo de camionetes foi até o terceiro e o segundo acampamentos de Kurusu Ambá, onde incidem as fazendas Bom Retiro e Barra Bonita. No terceiro acampamento, foram incendiaram todos os barracos e pertences dos Guarani e Kaiowá.

Logo após os primeiros ataques, o coordenador da Funai disse que  funcionários da autarquia preferiram não ir à fazenda sem escolta policial por medo de represálias dos índios. “Estamos com receio de ir ao local sozinhos, pois já fomos ameaçados pelos próprios índios em outras ocasiões parecidas. Já pararam nossos carros na estrada e nos obrigaram a retornar. É um momento de tensão e é necessário cautela.” afirmou Eder.

Em entrevista ao MS Notícias nesta quarta-feira (10), Elder afirmou que a Funai esteve, no dia 4 de fevereiro, nos locais de conflito junto a membros da  PRF, Força nacional e Ministério Público Estadual, que reconheceram os ataques. “ A PRF informou que irá instaurar um inquérito para apurar o caso e o MPE fará um levantamento paralelo”, disse. “De quarta (3) para quinta-feira (5) os índios dormiram ao relento, e agora estão reconstruindo as cabanas de novo. Eles disseram que não sairão do local”, completou Elder.