21 de junho de 2021
Campo Grande 27º 16º

Caso salário não seja pago hoje, enfermeiros da Santa Casa entram em greve amanhã

Salário de janeiro deveria ter sido pago na última sexta-feira

A- A+

Com salário de janeiro atrasado, os enfermeiros da Santa  estudam a possibilidade de entrar em greve. Hoje por volta das 6h30, o Siems (Sindicato dos Trabalhadores de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) promoveu uma assembleia com os profissionais e às 12h30 se reúnem novamente na Santa casa para discutir a greve que deve acontecer a partir de amanhã.

Segundo o presidente do Siems Lázaro Antonio Santana, a greve deve acontecer porque o presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) Wilson Telsenco afirmou a ele hoje pela manhã que não há previsão de data para que o hospital receba o repasse da prefeitura, que está atrasado desde final de 2014, e totaliza R$ R$11.882.126,24 ao hospital. Dentro da dívida, constam partes da negociação de dívidas anteriores e repasses do governo do Estado e governo federal. 

Hoje, conforme Lázaro, existem 1200 profissionais de enfermagem na Santa Casa que trabalham em condições precárias e cumprem jornada de trabalho excessiva. "O déficit de enfermeiros na Santa Casa é de 100 profissionais, por isso, cada enfermeiro durante sua jornada ao invés de atender dez pacientes, atende 20", explica Lázaro.

A sobrecarga tem trazido problemas graves aos profissionais a Santa Casa, que acabam se afastando por problemas de saúde como depressão e problemas de coluna por conta do excesso de peso que são obrigados a carregar durante os plantões. Atualmente, existem 300 profissionais de enfermagem afastados por conta de problemas de saúde.

O salário dos profissionais de enfermagem da Santa Casa é de R$ 1.135, valor abaixo da media dos hospitais de Capital, até mesmo dos públicos, o que dificulta contratação de novos profissionais. 

Caso a prefeitura não efetua o repasse do valor atrasado à Santa Casa, não haverá como ser feito o pagamento, e sem receber até amanhã, os enfermeiros entrarão em greve, mantendo apenas os 30% de efetivo exigido por lei, o que irá prejudicar ainda mais o atendimento dos pacientes, que contarão apenas com 360 enfermeiros para atender toda demanda do hospital.