27 de setembro de 2020
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Ex-prefeito de Itaporã terá que responder por furto de energia elétrica

O ex-prefeito de Itaporã – distante 225 km de Campo Grande – Marcos Antonio Pacco  (PMDB) terá que se explicar na justiça e responder por furto de energia elétrica. O MPE (Ministério Público Estadual) abriu inquérito para investigar a denúncia da empresa de energia elétrica Enertec, de Itaporã, que no dia 06 de agosto de 2013 às 08h constatou por meio de fiscalização que o ex-prefeito realizou um "gato de energia" em sua residência e furtou o valor referente a R$ 2580,00.A denúncia foi oficializada por meio do laudo técnico e o furto foi registado em boletim de ocorrência. O ex-prefeito cometeu crimes que infringem o artigo 155 do Código Penal, que prevê pena de um a quatro anos de prisão e multa.  Marco Antonio Pacco terá que responder na justiça sobre o furto. A denúncia do MPE foi recebida pela Vara Única de Justiça de Itaporã no dia 30 de abril deste ano e no dia 13 de maio de 2014, a justiça determinou que o prefeito seja citado sobre a denúncia de furto e apresente defesa. Furtar energia não é o primeiro ato ilegal do ex-prefeito de Itaporã. Marco Antonio Pacco também alvo de investigações do MPE (Ministério Público Estadual), que instaurou no dai 07 de fevereiro de 2014 um Procedimento Preparatório para apurar possíveis infrações cometidas por ele durante sua gestão (2008-2012) que são enquadradas em crime de responsabilidade fiscal. Embora o procedimento tenha sido instaurado este ano, o ex-prefeito tem sido alvo de denúncias da população de Itaporã e das promotoras de justiça do município desde sua primeira gestão, que teve início em 2004. Pacco é suspeito de deixar a prefeitura de Itaporã com dívida de mais de R$ 11 milhões. Segundo documentos, o ex-prefeito contraiu uma dívida em nome da prefeitura de R$ 9,2 milhões junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e junto à Sanesul (Empresa de Saneamento do estado de Mato Grosso do Sul) de R$ 2,3 milhões. Outra prática ilegal do ex-prefeito que marcou suia gestão foi o nepotismo. No final de seu último mandato,  Pacco foi obrigado pelo promotor de Justiça, Juliano Albuquerque, a demitir 13 servidores municipais. Os cargos vão desde serviços gerais ao primeiro escalão. Conforme notificação do MPE, Pacco estava praticando nepotismo. Entre os contratados estavam a esposa do ex-prefeito, Lurdes Brandina Pacco, que trabalhava como gerente de Assistência Social e, sua irmã, professora Denise Pacco. Outro que também fazia parte do primeiro escalão do município, era Estéfano Gonella, que não é parente de Marcos, mas é irmão do vereador Luciano Gonella (DEM), o que também caracteriza nepotismo cruzado. Outra peripécia de Pacco ocorreu em 2005. Em julho daquele ano, o então prefeito de Itaporã foi cassado por determinação do juiz Bonifácio Hugo Rausch, da 37ª Zona Eleitoral de Itaporã, que acatou a denúncia, impetrada pelo diretório municipal do PTB, de que Pacco havia praticado abuso de poder econômico. Pacco havia vencido as eleições em 2004. Embora tenha conseguido se livrar da cassação, Pacco não se livrou do hábito de praticar irregularidades e deixou a prefeitura de Itaporã em 2012 coberta de dívidas. Heloísa Lazarini