15 de junho de 2021
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Lideranças celebram hospital e destacam empenho de André e Takimoto

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Para prefeitos, vereadores e lideranças políticas e sociais da Grande Dourados – microrregião que engloba 35 municípios e mais de 800 mil habitantes – o Hospital Regional de Dourados será a grande prova de maturidade social e humanista no desenvolvimento do interior de Mato Grosso do Sul. Este foi o tom das manifestações que repercutiram o ato de hoje, na prefeitura douradense, quando o governador André Puccinelli (PMDB) assinou o termo de autorização para o início da obra.

O governador e o deputado estadual George Takimoto (PDT) foram saudados pelo empenho dedicado à realização deste sonho acalentado há mais de 30 anos. “Este investimento é a redenção de um dos maiores desafios regionais do interior do Estado”, afirmou o secretário municipal de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira.

O prefeito de Laguna Carapã, Itamar Bilibio (PMDB), conta que entre 70% a 80% das demandas de seu município no encaminhamento de pacientes concentram-se na rede hospitalar de Dourados. “Como são muitas as cidades que dependem de um só lugar, mais próximo e com maior estrutura, o sistema fica congestionado , as filas aumentam, as vagas acabam. O novo hospital, mesmo com uma etapa, vai desafogar muito essa fila de pacientes”, exclama.

Os prefeitos Selso Losano (PT), de Antonio João, e Wallas Mifont (PDT), de Itaporã, ecoam a mesma sensação. “Traz um alívio imaginar que em breve teremos uma opção para descongestionar a rede. Este é um investimento histórico”, definiu Milfont. Por sua vez, Losano destacou a agilidade que os serviços de saúde terão em diversos municípios quando a demanda de vagas estiver melhor regulada.

George Takimoto agradeceu Puccinelli elegendo-o o melhor e mais competente governador que o Estado já teve. “Somos gratos a ele. Obrigação nossa, mas ele se superou na vontade para realizar este projeto”, salientou. Puccinelli devolveu os elogios. Ao realçar a luta de lideranças como o deputado federal Geraldo Rezende (PMDB) e o prefeito Murilo Zauith (PSB), ressaltou a insistência de Takimoto, que durante todo seu governo não perdia uma chance de cutucá-lo para reivindicar a obra. E ainda chamou a seu lado o empresário Adão Parizoto, para fazer reverência publica ao homem que doou a área de 50 mil hectares na qual será erguida a unidade hospitalar.

Pai da Criança

Em tom de despedida, Puccinelli falou das dificuldades encontradas por seu governo, porém reiterou a alegria pelo sucesso na execução das metas, especialmente a do controle orçamentário e o equilíbrio das finanças, que permitiram cobrir a lacuna deixada pelo governo federal e garantir os R$ 19 milhões 927 mil para o empreendimento.

“O dinheiro está em caixa e meu sucessor pode concluir a obra. Aliás, eu faço questão de entregar. Eu tenho uma noite de amor, a criança é fertilizada, passa o tempo e no nono mês, faltando uma semana pra criança nascer bonitinha e saudável. Aí o pai morre, vem outro, vira padrasto e batiza a criança? Não, eu quero batizar a criança que gerei”. E sobre seu futuro depois de entregar o cargo disse que só tem certeza de uma coisa: será vovorista, mistura de vovô e motorista, referindo-se à expectativa de cuidar dos netos.

O Hospital Regional de Dourados foi projetado para ter 250 leitos e ser executado em três etapas. Na primeira, que vai custar quase R$ 30 milhões, serão entregues 120 leitos com uma das mais modernas estruturas de atendimento em recursos humanos, técnico-científicos e conforto. A área de 50 mil hectares foi doada pelo empresário Adão Parizoto.

Edson Moraes