27 de setembro de 2020
Campo Grande 39º 25º

Prefeito perde paciência com racha do PT e exonera quatro indicados pelo partido

O prefeito de Sidrolândia Ari Basso (PSDB) parece que não está mais disposto a manter na sua administração, ocupando cargos de confiança, servidores indicados pelo PT na cota do vereador Edivaldo dos Santos, que depois de ocupar em 2013 a liderança do Governo na Câmara, se transformou num dos mais contundentes críticos da atual gestão, endossando denúncias, apoiando a formação de Comissões Parlamentares de Inquérito e sistematicamente, vota contra a orientação do Governo. Vadinho até ameaçou apresentar um dossiê com supostas irregularidades praticadas pela atual gestão. O primeiro sinal efetivo desta disposição de não continuar prestigiando quem não está alinhado com o Governo, foi dado na edição desta terça-feira do Diário Oficia. Foi publicada a exoneração de quatro servidores da cota petista, um deles, Cícero Carlos de Souza, indicado por Vadinho de quem é vizinho no Assentamento Geraldo Garcia. Ele chefiava a Divisão de Apoio a Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvido Rural. Também saíram da Prefeitura, Antonio Estacalimi Castilhos, residente no Assentamento Vacaria e Bóas Soares Lima, ambos assessores da mesma secretaria comanda por Cézar Queiroz, apadrinhado por outro vereador petista, Sérgio Bolzan. A quarta exoneração que atinge os petistas, foi a da professora Lucilene Aguilheira Ximenes. Ela perdeu o cargo de coordenadora, voltando a sua função de origem como concursada do magistério. Praticamente desde o início do ano o prefeito vem sinalizando que chegaria um momento de cobrar um posicionamento do PT, ocupando vários cargos no Governo (duas secretarias e várias posições no segundo e terceiro escalão), mesmo com metade da sua bancada na Câmara porque (no caso o vereador Edivaldo dos Santos) tendo se bandeado para a oposição. Ari Basso resistiu às pressões de alguns setores da própria executiva do partido e manteve no cargo a secretária de Assistência Social, Joana Michalski. Não aceitou substitui-la pelo ex-secretário Marcio Marqueti ou por Gilmar Antunes, ex-presidente municipal do PT. Na semana passada o prefeito se reuniu com o vereador Sérgio Bolzan, o presidente da Executiva, Wanderlei Barbosa e outras lideranças do partido, para cobrar um posicionamento a cerca dos cargos que o partido ocupa na administração. Ari Basso ponderou que a conjuntura de espaço do PT foi definida num cenário em que os dois vereadores do partido estariam na base do Governo. Como nesta legislatura só Bolzan se manteve nesta posição, deixou claro seu interesse de fazer um ajuste, preservando apenas os espaços de quem estivesse disposto a continuar ajudando sua gestão. Os cortes seriam necessários não só por conta da questão política, mas também  diante da necessidade de cortar R$ 700 mil na folha de pagamento e com isto ajustar os gastos com pessoal aos limites da lei de responsabilidade fiscal. Região News