24 de outubro de 2020
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Recurso de ex-prefeito de Jardim deve ser julgado em agosto pelo TSE

Com a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de restabelecer o mandato da prefeito de Miranda Juliana Pereira Almeida (PT), cassada em maio de 2013 por compra de votos, o ex-prefeito de Jardim, Marcelo Mello (PDT), também cassado pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) por acusação de compra de votos, acredita na possibilidade de que recurso especial impetrado por ele seja deferido a seu favor. O recurso, conforme advogados do ex-prefeito, deve ser julgado em agosto no retorno do recesso do TSE, que começou hoje.

"O julgamento de Juliana foi positivo e mostra que a vontade popular deve prevalecer", afirma. Para Marcelo, no caso dele, as denúncias também se comprovam inexistentes, portanto, não são passíveis de serem materializadas. "Fui cassado porque uma testemunha afirmou à polícia que achava que havia recebido uma cesta básica em meu nome, mas ela deixou claro que achava sequer tinha certeza disso", explica o ex-prefeito. Marcelo foi eleito com 7242 votos, 2400 a mais que o segundo colocado, Carlinhos Grubert do PMDB.

Com a cassação, que aconteceu em maio, houve realização de eleições suplementares em Jardim e o vice-prefeito Erney Cunha Barbosa (PT) foi eleito chefe do executivo do município. Marcelo explica que caso ele consiga restabelecer o mandato, Erney volta automaticamente a ocupar o cargo de vice.

Saiba Mais:

A denúncia sobre compra de votos foi registrada na delegacia de Polícia Civil de Jardim no dia cinco de outubro de 2012 às 18h43 sob alegação de que Marcelo havia contratado os serviços do Supermercado Ypê para entregar cestas básicas em seu nome para pessoas que supostamente haviam trocado as cestas por voto. Segundo Marcelo, de todos os nomes da lista de entregas que foi encontrada no mercado nenhum deles confirmou o fato.

Heloísa Lazarini