20 de junho de 2021
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Sdirolândia: Anache diz que Saúde precisa de mais R$ 3 milhões e defende ponto eletrônico para médic

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Depois de manter na semana passada uma longa conversa com a secretária Municipal de Saúde, Leila Couto e receber a garantia do prefeito Ari Basso (PSDB), de que ela será mantida no cargo apesar de todas as críticas a sua atuação, o vereador Mauricio Anache (SDD) não tem dúvida: a Secretaria precisa de um reforço financeiro de R$ 3 milhões no orçamento de 2015, fixado em R$ 30,2 milhões para melhorar seu desempenho.

O vereador que poupou a secretária de uma convocação da Câmara para ela dar explicações sobre a crise na saúde, agora mostra a disposição de ajudar Leila Couto, mas reconhece a necessidade de um choque de gestão e que a secretária, de fato, exerça sua autoridade.

“É preciso que as unidades básicas de saúde funcionem e para isto os médicos precisam cumprir seus horários. Se nós médicos, que temos os melhores salários, não fizermos a nossa parte, não há como cobrar dedicação e empenho dos demais funcionários”, comenta Anache que mostra não temer a reação corporativa dos seus colegas de profissão. Ele admite haver certa tolerância com alguns profissionais, dispensados do cumprimento das suas jornadas de trabalho diante do temor de que se recusarão a dar plantão no hospital.

“Os médicos tem que dar o exemplo. Se eles estiverem nas UBS, prestando atendimento diariamente, vai reduzir o tempo de espera na unidade central de saúde. Acredito que uma solução será adotar o ponto eletrônico para todos  os funcionários”. Na avaliação do vereador, outro ponto atual de estrangulamento na gestão da saúde são os desencontros entre a secretária e a direção do hospital Elmiria Silvério Barbosa.

“O hospital garante que o repasse feito pela Prefeitura é insuficiente, diante dos serviços que presta. A Secretaria avalia que repasse o suficiente. Precisamos buscar um entendimento. Colocar no papel quais as obrigações de cada uma das partes”. Anache cita como exemplo de questão a ser regulamentado, o do socorro na cidade, quando o SAMU está fazendo um atendimento na zona rural.

“A secretária entende que é obrigação do hospital suprir a ausência do SAMU. Só que isto não foi colocado no papel, nem houve um treinamento do pessoal do hospital”, finaliza.

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