01 de agosto de 2021
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Sidrolândia: agricultura familiar vai vender R$ 222 mil para merenda escolar da rede municipal

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A agricultura familiar pode fechar 2014 com faturamento bruto de R$ 222.129,90 fornecendo frutas, verduras e legumes para a merenda escolar servida aos 8 mil alunos das escolas municipais e centros de educação infantil de Sidrolândia. Este faturamento será alcançado caso a Secretaria de Educação requisite integralmente os itens dos lotes de fornecimento contratados.

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Uma lei federal estabelece que a Prefeitura deve comprar da agricultura familiar 30% dos recursos repassados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para custear a merenda escolar. Ano passado estes repasses somaram R$ 700.500,00, o que garantiria teoricamente para os assentamentos um faturamento bruto de R$ 210 mil. Eles só conseguiram comercializar R$ 105 mil. No primeiro semestre os repasses somaram R$ 380.170,00.

Conforme o extrato publicado no Diário Oficial do Município, os pequenos produtores estão distribuídos em três lotes. O maior, de R$ 163.129,90, foi obtido pela Cooperativa Agropecuária Mista da Agricultura Familiar (Coopamaf), que reúne 43 produtores. Os outros dois lotes foram conquistados por três produtores: Clélia de Fátima de Pieri de Oliveira (no valor de R$ 20 mil); Maria de Albuquerque Silva e Marlene Felicíssimo Soares de Oliveira (R$ 39 mil).

Ano passado os agricultores familiares não conseguiram entregar todos os itens contratados no pregão da merenda escolar. A Coopamaf, por exemplo, venceu lotes para entregar R$ 178 mil em itens da merenda escolar. Entregou pouca coisa, só conseguiu faturar R$ 52 mil para frustração de assentados como Dilson Vanderli, do Eldorado, que esperava faturar R$ 8.200,00 e  não conseguiu receber nem R$ 1 mil.

“Investi no plantio  e como entreguei pouca verdura, fiquei sem ter que para quem vender muita alface, cheiro verde, couve-flor. O que não estragou, doei  para os vizinhos e na cidade”, lembra. Neste ano sua expectativa é de que a situação seja diferente e consiga vender o seu lote de R$ 16 mil.

“Já entreguei bastante coisa”, avisa. Alemão (foto), como é conhecido, mantém uma horta de 1 hectare, com produção média de 300 caixas  a cada dois dias, que entrega em supermercados na capital. O presidente da Cooperativa Agropecuária Mista da Agricultura Familiar, Francisco Rodrigues, do Assentamento Santa Terezinha, enfrentou a mesma situação. Fechou contrato para vender um volume de bananas no valor de R$ 20 mil e só entregou R$ 3 mil.

“Tive que vender a um preço baixo ou até mesmo doar para os vizinhos esta produção que sobrou”, comenta.  Este ano ele espera um resultado diferente. Outro produtor esperançoso é Valmir Roque da Silva, que é da região da Ilha no Eldorado, espera entregar R$ 10.800,00 em verduras e legumes para a merenda.

“Ano passado não vendi praticamente nada”, comenta Valmir, que cultiva 2 hectares de hortas e 8 reserva para produção de soja e milho. Ele entrega na capital aproximadamente 400 caixas de verduras.

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