20 de outubro de 2020
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Três Lagoas: servidores municipais rejeitam proposta da prefeitura de reajuste salarial

Aconteceu, ontem à noite, a assembleia dos servidores públicos municipais de Três Lagoas, que pretendiam votar a proposta de reajuste salarial feita pela prefeitura. Na ocasião os funcionários defendiam a lei criada pela própria administração que visava um aumento maior que o proposto. Durante a reunião vários servidores expuseram suas opiniões e defenderam seus pontos de vista sobre o assunto em pauta.

Presente no encontro, João Carvalho, presidente do SETA (Sindicato dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares) que está acompanhando os casos dos trabalhadores do SAMU e UPA falou da importância da união da classe. “Agora é à hora de fortalecer o grupo não só da enfermagem, mas de todos os servidores municipais”.

No final das discussões, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, José Vieira, abriu votação sobre o reajuste salarial. Aprovado, praticamente, por unanimidade, os funcionários decidiram por não acatar a proposta de 8,32% e exigem a manutenção da Lei nº 2739 que possibilita um maior aumento ou uma média entre os dois índices de reajuste, o passado pela prefeitura e o pedido pelos trabalhadores, que é de 11,5%.

O vereador Jorge Martinho (PSD) esteve presente e deixou claro que dará todo o apoio aos trabalhadores e ressaltou que a administração tem dinheiro em caixa para o aumento exigido. “A Lei criada pela prefeitura, a 2739, que concede ao servidor um aumento, foi aprovada na Câmara, porque a própria administração provou com números que tinha condição de pagar, então terá que cumprir o proposto”, finaliza.

Por fim, ficou decidido que será enviada à prefeitura uma contraproposta exigindo o cumprimento da Lei estabelecida. “O Sindicato dos Enfermeiros apóia os trabalhadores e a surpresa é que a Lei 2739 tem que entrar em vigor a partir do dia 1º de Junho. Estaremos ao lado do pessoal da enfermagem dando todo apoio que eles necessitarem”, finalizou, o presidente do SETA, João Carvalho.

Heloísa Lazarini